09 de julho de 2026

Dos 62 postos de recebimento da CPFL, 11 fecharam no último mês


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O número de estabelecimentos comerciais que funcionam como postos de recebimento de contas de luz caiu em Franca e consumidores não sabem onde efetuar o pagamento. A queda foi registrada no mês de novembro, quando 11 dos 62 comerciantes credenciados na cidade desistiram de prestar o serviço, de acordo com informações da CPFL Paulista. Segundo os proprietários de padarias, supermercados, papelarias e lojas de sapato que também funcionam como correspondentes bancários, a redução está ligada ao crescente número de assaltos ocorridos na cidade. Durante o mês de novembro, pelo menos sete assaltos a comerciantes que prestam este serviço foram registrados pela polícia de Franca. Cerca de R$ 80 mil foram roubados.

A reportagem do GCN fez um levantamento recente junto a comerciantes e descobriu que, na maioria destes locais, a arrecadação com contas de luz chega a superar R$ 10 mil em dias de pagamento.

A proprietária de uma mercearia na Vila Scarabucci, era correspondente bancária até a última semana. Após a morte do comerciante Fernando Pereira no último dia 22, baleado com dois tiros no peito e um na cabeça quando reagiu a um assalto em sua padaria, ela decidiu parar de oferecer os serviços de correspondente bancária. “Fiquei com medo. A onda de assaltos tem crescido na cidade. Recebemos apenas R$ 0,20 por conta e o que ganhamos não compensa a preocupação”, disse ela que não quis se identificar.

O contrato entre a CPFL e as casas lotéricas foi rescindido no dia 18 de agosto e, a partir de então, pontos comerciais passaram a receber os pagamentos de conta de luz. A assessoria de imprensa da companhia diz que a intenção foi facilitar o atendimento aos consumidores e diminuir as filas existentes nas lotéricas. “Os assaltos são um problema de segurança pública. O objetivo da empresa foi apenas agilizar o pagamento da conta de luz”, disse Mauro Magalhães, diretor comercial da CPFL, em entrevista ao GCN na última semana.

Para os consumidores, porém, realizar o pagamento da conta de energia elétrica tem sido mais difícil. Em vários bairros de Franca, não há estabelecimentos comerciais que recebem os boletos. O sapateiro Flávio Rogério Bernardes mora no Jardim Tropical, mas diz que não sabe onde quitar as suas dívidas com a CPFL. “Eu costumava pagar em uma padaria aqui do bairro, mas sei que ela não recebe mais. A CPFL chegou a oferecer o serviço para comerciantes do Jardim Tropical, mas nenhum aceitou. Os proprietários estão com medo”.

A companhia informou que, em breve, novos estabelecimentos comerciais serão credenciados em Franca.