10 de julho de 2026

Trânsito intenso deixa estudantes do Sesi da Santa Cruz em perigo


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FLAGRANTE - A reportagem do Comércio flagrou um condutor escolar transportando cerca de dez crianças em um carro comum de passeio: quatro no porta-malas

O trânsito na Avenida Eliza Verzola Gosuen está colocando em risco os mais de mil alunos da unidade do Sesi (Serviço Social da Indústria) da Vila Santa Cruz. Nos horários de saída da escola, às 12 e às 17 horas, o fluxo de veículos é intenso e estudantes correm risco de atropelamento. Em apenas um dia, a reportagem do Comércio da Franca flagrou pelo menos cinco situações de perigo iminente, com crianças quase sendo atropeladas ao cruzar a avenida.

A condutora escolar Elsilene Maria Gomes, que transporta 11 alunos da instituição, afirma que já testemunhou acidentes no local. “Só este ano eu já vi três acidentes”. Elsilene culpa a imprudência dos motoristas, inclusive de pais de alunos, pela situação. “É muito perigoso. Os carros passam em alta velocidade pela porta da escola, não respeitam a faixa de pedestre, não respeitam nada”.

Os vizinhos da instituição também estão temerosos pela segurança dos alunos. Milton de Castro, proprietário de uma banca em frente ao Sesi, critica a alta velocidade dos veículos. “Aqui tem a placa de 30 km/h, mas os carros passam a 70, 80 até 90 km/h”.

O tenente Sérgio Buranelli, responsável pelo setor de trânsito da Prefeitura de Franca, diz que o problema na saída do Sesi é comum a quase todas as escolas da cidade. “Isso que está acontecendo ocorre em toda porta de escola”. Segundo o tenente, a culpa pela situação de perigo é dos motoristas que trafegam pelo local, e a solução é a autuação dos infratores. “O que pode ser feito é a gente acionar a Polícia Militar para disciplinar quem para em fila dupla, com autuação, inclusive”.

A diretora do Sesi de Franca, Silma Alcântara Junqueira, disse que a instituição já pediu reforço da sinalização do local e até mesmo um semáforo no cruzamento da saída da escola. “A escola está preocupada com essa situação. Eu entrei em contato com o tenente Buranelli e fiz as solicitações possíveis”, afirmou.

Buranelli confirma que recebeu o pedido da diretora, mas ele acredita que o fluxo no local não seja suficiente para a colocação de um semáforo. “Para você instalar um semáforo, é preciso fazer um levantamento estatístico e atender a alguns critérios técnicos. Um deles é ter um fluxo de pelo menos 600 carros por hora”. O tenente também explica que, com as férias escolares, a necessidade da sinalização diminui momentaneamente. “Mas vou verificar o nosso planejamento e, assim que for possível, vamos ampliar a sinalização no local”, completou o se-cretario.