09 de julho de 2026

Explosão no meio do dia assusta o Centro de Franca


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“Eu vi telhas voando para cima e para o lado. Por sorte não atingiu ninguém”, afirmou Souza

Uma explosão causada por vazamento de gás em uma central usada para aquecer as águas das piscinas da Academia Atlanta, atingiu uma casa e um carro, no início da tarde de ontem. O acidente ocorreu por volta das 12h30, na Rua do Comércio, no Centro. Três equipes do Corpo de Bombeiros comandadas pelo capitão Alexandre estiveram no local. Não houve feridos. Por medida de segurança, os bombeiros derrubaram parte de um muro usado como parede para evitar um desabamento. O caso foi registrado no 1º Distrito Policial.

Veja fotos da explosão no Blog do Vaz.

Os problemas no estabelecimento começaram domingo, pouco antes das 23 horas, segundo vizinhos. “Sentimos cheiro de gás e chamamos os bombeiros, que entraram no local e desligaram os registros. Hoje (ontem) cedo, ele (dono da academia) ligou tudo de novo”, disse o autônomo Fabrício de Miranda Pimenta, 30, que mora a cerca de 40 metros do local. O aposentado Moacir de Souza, 67, que reside em frente ao prédio, minutos antes do acidente, esteve na academia para avisar que estava ocorrendo novo vazamento. No retorno, ele, a mulher e um dos filhos conversavam com uma vizinha na calçada quando ocorreu a explosão.

“Eu vi telhas voando para cima e para o lado. Por sorte não atingiu ninguém”, afirmou Souza.
Os bombeiros, pela segunda vez em 14 horas, retornaram ao prédio. As chamas na central foram apagadas e os botijões de gás desligados. Parte do telhado de eternit caiu sobre a residência da dona de casa Patrícia Pimenta, 24, que mora ao lado. Outras casas também foram atingidas, mas os moradores não estavam no local. O carro Fiat Siena EL Flex, 2010, preto, da atendente Drielly Batista Nunes, 22, residente na Vila Aparecida, estacionado próximo ao local da explosão, foi atingido por pedaços das telhas. O trânsito na Rua do Comércio, entre as ruas Voluntário José Rufino e Líbero Badaró, ficou interditado até as 14 horas.

SEM LAUDO

A Academia Atlanta está instalada em um terreno no formato de “L”. A entrada é pela Rua Líbero Badaró e os fundos fica na Rua do Comércio. A central de gás que aquece as piscinas usa GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) - o mesmo presente na maioria dos fogões a gás - e está instalada nos fundos. O proprietário do estabelecimento, o construtor Joaquim Rufino Neto, ergueu o muro e cobriu a central que ficava ao ar livre.

Segundo o capitão Alexandre, este foi um dos fatores que contribuíram para a explosão. “Esta central deveria ter sido aprovada pelos bombeiros. Ela necessitava de regulamentação, laudo de distância e ventilação, laudo mecânico expedido por engenheiro mecânico válido por um ano. Os tubos usados para conduzir o gás são de plástico, quando deveriam ser de cobre. Além disso, uma central não pode ser construída em local coberto. Todos estes fatores contribuíram para a explosão”, afirmou o comandante dos bombeiros. A tragédia, de acordo com o capitão, só não foi maior em razão de a cobertura ter recebido telhas eternit. “Se fosse um material mais resistente, com certeza a explosão e os estragos seriam em maior proporção”.

O proprietário da academia disse desconhecer possíveis irregularidades na central. “Ela (central) apresentou problemas ontem (domingo). Hoje (ontem) eu consertei e ela estava em perfeitas condições. Não sei o que pode ter acontecido”, declarou Rufino Neto, que diz ter todos os alvarás que garantem o funcionamento da Atlanta. Ontem, logo após a saída das equipes do Corpo de Bombeiros, o proprietário afirmou que providenciaria as reformas necessárias e que hoje as piscinas voltariam a funcionar normalmente.