10 de julho de 2026

Irmãos acusados de estupro entram em contradição na DDM


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Os dois irmãos indiciados e presos na última sexta-feira, 26, pelo estupro de uma criança de quatro anos mentiram durante o depoimento que prestaram na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O funcionário de uma empresa de dublagem de 25 anos, pai da vítima, e o irmão, desempregado de 23 anos, tio, moradores na zona Sul, entraram em contradição, disse a delegada Graciela David Ambrósio

Os irmãos foram acusados na noite do dia 14 de novembro de abuso sexual contra a criança. Exames realizados no IML (Instituto Médico Legal) comprovaram as tentativas de conjunção carnal e coito anal. Com base no depoimento da vítima, circunstâncias e avaliação psicológica, a DDM solicitou e a Justiça determinou a prisão preventiva dos irmãos. O mandado foi cumprido sexta-feira.

Durante o interrogatório do desempregado, ele teria mentido ao dizer que no dia 14 de novembro estaria trabalhando como segurança. “Os investigadores da DDM apuraram que ele trabalhou no outro final de semana e que naquele domingo estava em casa”, disse a delegada. O pai, por sua vez, alegou que a filha teria saído com a sua atual mulher, grávida de sete meses, mas uma vizinha, ouvida pela polícia, garantiu que a grávida saiu de casa sozinha.

Outra contradição no depoimento do pai foi com relação aos motivos que o levaram a entregar a filha mais cedo. Ele disse que a ex-mulher ligou pedindo que a levasse embora. Segundo Graciela, policiais apuraram que a mãe da vítima estava em uma chácara naquele domingo e ficou surpresa ao saber a filha chegou em casa antes do horário habitual.

A delegada tem dez dias para enviar o inquérito à Justiça, mas pretende entregá-lo até sexta-feira. “Pelos elementos que tenho de convicção, estou certa de que houve a participação. Indiciei os dois e caberá à Justiça a palavra final”.