10 de julho de 2026

Tecnologia ajuda Dise a prender 296 envolvidos com entorpecentes


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NO COMANDO - Delegado adjunto da Dise, Pedro Luís Dalaqua: ‘O crime se aprimora a cada dia e o uso da tecnologia nos permite estar à frente dele’

O uso da tecnologia como arma de combate ao tráfico resultou este ano, até 12 de novembro, na prisão de 296 pessoas, entre elas 41 menores de idade, em Franca. Os dados são do delegado adjunto da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), Pedro Luís Dalaqua. “Nós estamos buscando cada vez mais trabalhar com novas tecnologias e encaminhar ao Poder Judiciário uma prova com maior qualidade e que seja de certa forma incontestável, ou seja, que dê segurança ao juiz para proferir uma sentença condenatória sem que haja qualquer tipo de dúvida”, disse o delegado.

As 296 prisões realizadas em 2010 foram resultado de 218 flagrantes por tráfico e associação para o tráfico. Ao longo deste período, a polícia apreendeu mais de 104 quilos de maconha, quase seis quilos de crack e 2,8 quilos de cocaína. A maioria dos flagrantes foi fruto de vigilância através de filmagens, grampos telefônicos autorizados pela Justiça e até interceptações de sites de relacionamento da rede mundial de computadores. “O crime se aprimora a cada dia e o uso da tecnologia nos permite estar à frente dele para combatê-lo de forma eficaz e sem contestação”, explicou Dalaqua.

O uso dos serviços tecnológicos para combater o tráfico teve início com os grampos de telefones fixos e públicos, os chamados “orelhões”. Depois vieram as interceptações de celulares. As filmagens surgiram na sequência. Hoje, segundo Dalaqua, a Dise tem equipamentos que permitem filmar dia e noite e a distância de mais de um quilômetro do ponto de tráfico. A aparelhagem usada é instalada em três veículos descaracterizados - de propriedade da Polícia Civil, mas sem o logotipo de identificação -, assim como em construções diversas.

A internet é o mais recente meio de comunicação “a serviço” da polícia, que intercepta mensagens enviadas e recebidas por envolvidos com o mundo das drogas. Este mesmo instrumento é usado para rastrear movimentações financeiras das quadrilhas do tráfico. “Conseguimos, com a autorização da Justiça, bloquear as contas bancárias, cessando o movimento financeiro dos traficantes”. O computador também ajuda a cruzar informações sobre aquisição de bens móveis e imóveis adquiridos com o dinheiro ilícito da venda das drogas. As informações obtidas são repassadas à Justiça, que autoriza a apreensão destes bens e, posteriormente, a venda. O dinheiro obtido é revertido na modernização dos meios de combate ao tráfico e em obras sociais.