09 de julho de 2026

Economia aquecida


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A boa situação que a economia de Franca vive neste 2010 não deixa de ser uma feliz realidade e atinge praticamente todos os setores produtivos da cidade. Manchete da edição de ontem do Comércio mostra que os francanos estão construindo e reformando mais. Um levantamento feito pela reportagem nas oito maiores lojas especializadas no ramo na cidade aponta o mercado da construção civil aquecido. Em alguns estabelecimentos, a procura por materiais básicos (areia, pedra, tijolo) e de acabamento (pisos e revestimentos) dobrou no comparativo de outubro último com o mesmo período do ano passado. Para os comerciantes do setor, o aumento nas vendas se deve a três principais fatores: expansão do crédito para a construção civil por meio dos programas do governo federal, a redução dos impostos e a estabilidade da economia. A expectativa é a de que, até a primeira quinzena de dezembro, o movimento aumente ainda mais, motivado pela chegada do 13º salário e a proximidade das festas. Muita gente quer passar o Natal e o Réveillon de casa nova ou reformada.

Tudo isto decorre do efeito dominó iniciado com a recuperação das vendas da indústria calçadista que voltou a empregar, ampliando em muito os postos de trabalho desde o início do ano. O dinheiro em circulação aumentou e reaqueceu as vendas no comércio que também precisou contratar. Um círculo virtuoso real que se reflete em todos os setores da economia e agora é constatado também no ramo da construção civil. Enquanto os empreendimentos imobiliários não estão conseguindo suprir a demanda, as construtoras ressentem-se com a falta de mão de obra qualificada, ampliando a sua busca por mestres de obra, pedreiros, carpinteiros e outros trabalhadores especializados para as cidades da região, ampliando o bom momento para outros municípios cuja economia gravita em torno da francana. Até as indústrias de calçados estão contratando moradores de cidades vizinhas, fazendo crescer ainda mais o alcance deste ‘bolsão de produtividade’.