Bastante debilitado e em estado de choque, o comerciante não conseguia informar o ocorrido para os policiais no momento em que foi encontrado. Ele chegou ao posto de combustíveis descalço, sem camisa, com a calça suja e todo molhado. Pedaços da fita adesiva usada pelos ladrões para mobilizá-lo ainda estavam grudados em seu rosto, braços e pernas.
A primeira versão apresentada pela vítima era bastante confusa, uma vez que RAS mal conseguia expressar o que havia acontecido. O comerciante recebeu atendimento médico da equipe de socorristas da Autovias e depois foi levado para a Santa Casa, onde permanece internado em observação.
Somente na tarde de ontem é que a polícia conseguiu informações sobre o crime de forma mais exata. “Na noite em que foi encontrado, ele só falava seu primeiro nome e que tinha sido assaltado. Chegou tremendo no posto e em estado de choque. Os policiais conseguiram sua qualificação pegando informações dele sobre as características de sua Blazer roubada. Com a numeração da placa, identificaram o nome completo do comerciante”, disse o investigador Kleber Giora.