10 de julho de 2026

Luz vermelha na economia global


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A lenta recuperação da economia global depois da crise de 2008 (que levou países como os Estados Unidos a injetar dinheiro em busca de um crescimento que ainda não veio) volta a acender a luz vermelha em várias partes do mundo Depois da quebradeira geral, principalmente no setor bancário norte-americano - que acabou contaminando países que demonstravam ter uma economia sólida -, sinais que partem da Irlanda e de Portugal apontam para um novo período de incertezas. A possibilidade de uma nova turbulência mundial está cada vez mais próxima, já que grandes economias - como EUA, Reino Unido, Alemanha e França - ainda não encontraram o caminho para retomar o crescimento, sempre às voltas com a possibilidade de uma recessão. A atual guerra cambial é mais um indício de que não há ainda uma certeza de que o mundo poderá respirar com mais tranquilidade. Reino Unido e França ainda tentam equilibrar as suas finanças, apelando para medidas impopulares, que atingem a classe trabalhadora, a mais atingida pelo ‘tsunami’ de 2008.

Enquanto apenas o Japão - ao lado do Brasil e de outros países emergentes - registra números mais positivos, apontando para a esperada recuperação, os EUA contam com a injeção de mais US$ 600 bilhões (o ‘quantitative easing’), anunciado pelo Federal Reserve (o seu banco central) como forma de estimular a economia. Porém, os rumores de que a Irlanda vai ter recorrer à ajuda internacional tem algumas consequências. O governo português, por conta disso, não descartou que também vai precisar de auxílio externo. Autoridades lusas dizem que o país vem sofrendo com o contágio dos problemas irlandeses. Já o governo irlandês vem sofrendo pressões por parte de diversos países da zona do Euro e também do BCE (Banco Central Europeu) para que recorra a um pacote de ajuda. O medo é que o país, que ainda sofre com o resgate bilionário a seus bancos, não consiga manter em dia as dívidas com os credores internacionais.

Os ministros das Finanças da zona do euro, reunidos na Bélgica, devem pressionar os governos da Irlanda e de Portugal para que apresentem detalhes dos seus planos para lidar a com a dívida crescente. Enquanto o Brasil, por conta das medidas tomadas em 2009, saiu da crise e retomou já no início deste ano os índices verificados antes dos problemas que sacudiram a economia mundial, o planeta permanece em suspense por conta dos problemas que ainda preocupam todo o planeta. O medo é de que países como o nosso, que dependem do bom momento mundial para manter as suas exportações em alta, sejam contaminados. Caso isso aconteça, até Franca (cuja economia vive um dos melhores períodos das últimas décadas) poderá se ver prejudicada e o esforço do ano passado acabaria sendo jogado por terra. O que se espera é que a situação se resolva e os pacotes que estão sendo negociados sejam eficazes. Do contrário, mais uma vez poderemos sofrer pelos erros alheios. Uma recessão agora seria muito mais do que um tsunami na economia mundial. Seria uma catástrofe de dimensões épicas pela qual ninguém está disposto a passar.