Os moradores que vivem às margens do Córrego Engenho Queimado receberam a notícia de que o local pode ser revitalizado com alívio. Janete da Silva, 34, mora com os quatro filhos, o marido, a cunhada e a sogra na casa deles, na Rua Alfredo Olivieri. O imóvel fica ao lado de uma área de erosão, está com as paredes rachadas e já foi interditado pela Prefeitura. “Nossa casa está condenada, toda rachada por dentro. Os técnicos da Sabesp estiveram aqui e falaram que é essa árvore que está segurando a casa e, se ela cair, leva tudo embora. O perigo é grande”, disse ela, que teme que isso aconteça, principalmente quando chove.
Os temporais também são uma ameaça para a família da dona de casa Nadir Silva, 48. A casa dela, na Avenida Nadir Alves Pimenta, faz fundos com a área de erosão nas laterais do córrego. Há 25 anos no local, a dona de casa disse que o beco d’água se transformou no grande buraco. “A gente pisa na terra e sente ela tremer. Tem dia que chove e a gente fica sem dormir com medo de ser levado embora. Se arrumarem, vai ser muito bom. É tudo que quero para viver melhor, sem medo”.
Colaborou Alex Henrique