Em entrevista antes de ser conduzida para o Hospital “Allan Kardec”, a instrutora de autoescola Iara Borges negou que esteja doida. “Tudo que estou fazendo é para chamar a atenção do meu marido”, disse a mulher ao tentar justificar seu atos. Para cada uma de suas ações, ela tem uma justificativa. Seu único arrependimento é ter acusado de furto um vizinho de bairro.
Ela confirmou que deixou os filhos de 6 e 11 anos sozinhos e trancados no interior de casa nas duas noites de “fúria”. “Mas o mais velho tinha uma cópia das chaves para poder sair”.
Iara revelou ainda que se envolveu em outra confusão não registrada. “Depois que quebrei a mercearia do seu Pedro (Tropical II), fui para o Plantão Policial e voltei pra casa. Chegando, agredi uma vizinha que queria ficar com meu marido” - a agressão foi confirmada por vizinhos.
O incêndio no motel, segundo ela, foi motivado pelo fato da recepcionista ter se negado a lhe fornecer um garrafa de champanha que seria oferecida a seu guia espiritual. Na cadeia, a instrutora se disse chateada com as outras presas que pegaram seus cigarros e não devolveram. Ela afirmou que pretende colocar fogo em vários locais, até na cadeia. “Só não vou incendiar a casa da minha ex-cunhada, onde estão os meus filhos”.