Morreu no dia 3 deste mês aos 68 anos, o conhecido ex-gerente da agência francana do Bemge - Banco do Estado de Minas Gerais, vitimado por infarto agudo do miocárdio ao volante de seu carro.
Ele passou o dia em seu sítio de Ribeirão Corrente, onde residia. Sentiu desconfortos no peito durante a maior parte do tempo mas prosseguiu em suas atividades na terra e junto ao gado – uma de suas mais importantes paixões de vida – não saindo de suas rotinas, segundo contou Alberto, seu irmão, ao Comércio. Por volta das 23 horas, acompanhado de sua mulher Mercedes Peres, resolveu vir a Franca para realizar exames. Tomou o volante do carro e partiu. Na estrada, por volta de meia noite, foi atingido pelo infarto agudo. Não houve tempo para socorro.
Viveu, ainda segundo Alberto, 43 anos de casamento. O casal teve dois filhos – Rogério, casado com Taís, e Valéria, casada com Rubens Coelho Nascimento, o Rubico –, e três netos, Guilherme, Gabriela e João Vitor.
Era filho de Alberto Rodrigues Alves e Natalícia – que foram sócios-diretores do jornal Comércio da Franca nos anos 1950 – e irmão de Leide, Hélio, Neide e Alberto. Também, como Afonso, os dois irmãos homens foram bancários.
No Bemge, Afonso tornou-se referencial pelo estilo de sua atuação. Atuou até o encerramento das atividades mercantis da instituição bancária pelo governo de Minas Gerais. Segundo vários de seus clientes presentes ao velório, sua forma de atuar, sempre com ‘foco no cliente’, tornaram-no capaz de criar soluções adequadas a cada um e fizeram dele um ‘paradigma’. ‘Antecipou fórmulas de gerência moderna para seu banco. Foi reconhecido pela instituição e por seus clientes. Recebeu muitos convites para levar suas habilidades a outras instituições mas, por decisão própria, permaneceu no Bemge até a aposentadoria”, disse Alberto.
A surpresa da morte de Afonso Celso atingiu duramente seu largo círculo de amizades. Sua saúde era boa e nada havia que indicasse preocupação, segundo a família. Houve, isto sim, uma grande coincidência. Ele e os irmãos, em faixas etárias próximas, conversaram muito nos últimos tempos sobre a necessidade de ampliar o jazigo da família, no Cemitério da Saudade. Iniciaram então a construção de novas gavetas. As obras terminaram no dia primeiro de novembro, véspera do Dia de Finados. Afonso cuidou de toda a regularização do túmulo.
O corpo foi velado no São Vicente de Paulo. O sepultamento aconteceu no túmulo novo do Cemitério da Saudade, dia 3 de novembro. Ontem, foi celebrada Missa de Sétimo Dia, por intenção de sua alma.