11 de julho de 2026

Instrutora em dia de fúria coloca fogo em motel


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A instrutora de autoescola Iara Fernandes Peixoto Borges, 33, residente no Jardim Tropical I, viveu “um dia de fúria” entre terça-feira e a madrugada de ontem. Em pouco mais de 24 horas, ela se envolveu em seis ocorrências policiais e foi presa em flagrante após atear fogo em um quarto de motel. A prisão foi a maneira encontrada pelo delegado José Augusto Almeida, que respondia pelo Plantão Policial, de “acalmar” Iara, que está recolhida na cadeia do Jardim Guanabara.

As ações da instrutora começaram na madrugada de terça-feira. Na Vila São Sebastião, PMs se depararam com a mulher pilotando uma moto acompanhada de um travesti. Os soldados Henrique e Onassis realizaram a abordagem e multaram a mulher que não portava a habilitação. O veículo foi entregue para o travesti.

Depois de liberada, a instrutora se dirigiu para a Vila Guilherme e parou em frente à casa de uma ex-cunhada. O buzinaço promovido por ela às 2 horas da madrugada acordou a família do ex-marido - um aposentado de 71 anos - e os vizinhos. Aos gritos ela ameaçou retalhar o rosto da filha da ex-cunhada e colocar fogo no carro do aposentado. Populares partiram na direção da mulher, que fugiu antes da chegada dos soldados Mendes e A. Soares.

Duas horas depois, Iara entrou na loja de conveniências do City Posto, na Vila Monteiro, onde comeu e bebeu à vontade. Depois, ela abriu dois litros de uísque e seis garrafas de vinho e, quando destruía maços de cigarros, foi detida por funcionários. No local a instrutora disse que iria pagar, mas não tinha dinheiro. O cabo Wellington e o soldado Veronesi a conduziram ao Plantão. Em depoimento ao escrivão Rogério Primo, ela disse que abriu as garrafas para oferecer aos “seus guias espirituais” que só gostam de “bebidas finas”.

Após deixar a unidade policial, na manhã de terça, Iara parou em frente a uma escola no Jardim Tropical e ameaçou alunas que chegavam para a aula. “Do nada, ela começou a nos xingar e partiu na nossa direção”, disse uma das jovens. As estudantes correram para dentro da escola, que foi invadida pela instrutora. Funcionários a dominaram até a chegada dos PMs cabo Henrique e soldado Carlos Leme. A ocorrência foi registrada na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) como “vias de fato”.

No início da noite de terça-feira, a instrutora se envolveu em sua quinta ocorrência. Segundo o comerciante PC, 65, proprietário de uma mercearia na Rua Professora Anália Alves Teixeira, no Jardim Tropical II, a mulher entrou em seu estabelecimento, pegou três latas de cerveja e começou a quebrar garrafas e danificar alimentos. Ela foi colocada para fora. Quando os soldados Jean Marques e D. Lopes chegaram, a mesma estava gritando e quebrando seu capacete no asfalto. Ela acusou um servente de pedreiro de ter furtado um cheque de R$ 150. No Plantão Policial, após buscas, uma policial feminina localizou o cheque em sua bolsa. O delegado Almeida registrou a ocorrência como danos e liberou a acusada.

Na madrugada de ontem, à 1h30, a instrutora chegou ao Motel Vip, localizado no quilômetro 400 da Rodovia Cândido Portinari. Ela se hospedou em um quarto e, segundo declarações da recepcionista RMPC, 37, à polícia, Iara pediu comida, bebidas e produtos eróticos. Por volta das 3h30, ela chamou a recepcionista e avisou que estava quebrando o quarto e que iria colocar fogo no local. A ameaça foi cumprida e o local se incendiou rapidamente.

Os PMs cabo Bordini e soldado Henrique chegaram ao local antes dos bombeiros. Eles se depararam com o quarto em chamas e a mulher presa no banheiro, gritando por socorro. Usando um extintor do próprio motel, os PMs conseguiram retirar a instrutora do local. Conduzida novamente ao Plantão Policial, ela foi autuada em flagrante por danos e ameaças. O delegado Almeida arbitrou fiança de R$ 350 e como a mulher não pagou, acabou presa. 

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