09 de julho de 2026

Carnes devem deixar a ceia de Natal dos francanos mais cara


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PREÇO ALTO - O açougueiro Pedro Henrique corta um bife de carne bovina. O produto está mais caro nos açougues de Franca em comparação com o ano passado

O aumento no preço das carnes bovina e suína verificado nos últimos 60 dias na cidade deve encarecer o Natal dos francanos. Comparado com o mesmo período de 2009, o aumento médio da carne de boi em Franca gira em torno de 22%, enquanto que a de porco variou entre 10% e 12%, segundo levantamento informal feito pelo GCN Comunicação em cinco açougues e cinco supermercados de Franca.

A forte estiagem registrada nos últimos meses na região (inverno mais seco da década em Franca) aliada a insumos agrícolas mais caros, necessários para o desenvolvimento do rebanho, são os principais responsáveis pela alta dos preços. Segundo Roberto Batarra, proprietário do frigorífico Franca Boi, a falta de mercadoria no mercado também é um dos fatores que impulsionaram a elevação dos preços. A estiagem, segundo ele, não permitiu a engorda de todo o rebanho disponível. “A normalização do valor deve ocorrer apenas a partir de janeiro. As chuvas têm ajudado, mas ainda não são suficientes para que as pastagens voltem a crescer”.

Apesar da alta dos preços ter sido menor entre as carnes suínas, ela deve se refletir de forma significativa no orçamento da ceia de Natal, porque nesta época do ano aumenta o consumo. “Os preços não devem parar de subir. Ainda mais em dezembro, com a proximidade do Natal, quando as pessoas costumam comprar muita leitoa e pernil. O valor da carne de porco deve sofrer um grande salto”, disse Clédeson José de Oliveira, proprietário de açougue.
O maior aumento encontrado pela reportagem do GCN foi na picanha bovina maturada. Dois meses atrás, a peça era comercializada em alguns açougues a R$ 26,90 o quilo. Hoje, o produto já é encontrado a R$ 46,90, o que corresponde a uma alta de 74%.

Apesar dos preços mais altos, as vendas não tiveram quedas significativas. Dos cinco açougues consultados, em três deles a procura continua a mesma da registrada antes do aumento dos preços. A expectativa dos comerciantes é de que as vendas aumentem na medida em que o Natal se aproxime. Para o economista Antônio Vicente Golfeto, “o consumidor não para de comprar porque o mercado está aquecido. A disponibilidade de crédito é grande e há um maior número de empregos sendo gerados”.

CEIA DE NATAL

Os produtos típicos da ceia de Natal, como panetone e castanhas do Pará, por exemplo, não devem sofrer grande alteração no preço com relação a 2009. Em cinco diferentes supermercados de Franca, o panetone mais simples está sendo vendido a R$ 3,90, mesmo valor do ano passado. Já as castanhas oscilam de R$ 5,90 a R$ 22 o quilo, entre os tipos do Pará e nozes - preços também similares aos do último ano.

A maior diferença que deve ser percebida pelo consumidor está no preço dos produtos importados. Mas, desta vez, para menos. O dólar tem caído e a oferta destes artigos será maior neste Natal. “O azeite de oliva já está 5% mais barato que no ano passado, além de que o valor cobrado pelos vinhos de outros países devem cair cerca de 3%. Acredito realmente que os produtos importados serão mais vendidos no final de 2010”, disse Márcio Helomar Gomes, proprietário de supermercado.

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