08 de julho de 2026

Santos de Deus


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A Igreja se reúne para celebrar a Eucaristia fazendo memória a todos os santos e santas de Deus. Hoje é dia para celebrarmos a vitória daqueles que vieram antes de nós na fé e partiram desta vida para junto de Deus.

A Eucaristia que hoje celebramos, mais do que nas outras vezes, é marcada pela alegria e esperança. Alegria, porque sabemos que uma incontável multidão está na eternidade com Deus. Esperança porque a vitória deles nos anima a continuar no caminho da santidade, que é nosso fim.

Nas missas escutaremos os trechos da Palavra de Deus: Apocalipse 7; 1ª Carta de João 3 e o Evangelho escrito por Mateus 5. Através do livro do Apocalipse somos conduzidos a elevar os olhos para a condição santa à qual o Pai nos destinou. Dores, tribulações, amarguras constituem boa parte da vida humana.

A palavra relata a vida daqueles que se apoiam em Deus: assimilaram os pensamentos, os sentimentos, as escolhas de Deus. As provações não os revoltam, não os abatem, não os perturbam. A doença, a dor, a traição não são derrotas e nem absurdos para eles, e sim, momentos de amadurecimento e de crescimento. E essa grande multidão que está diante do trono do Cordeiro tem a veste branca e palmas nas mãos. A veste branca é o símbolo da alegria e as palmas são o sinal da vitória. Este trecho foi escrito para estimular os cristãos perseguidos a perseverarem com paciência.

A primeira carta de São João, que é a segunda leitura da missa, em apenas três versículos hoje lidos, é de grande profundidade. O trecho afirma que o Pai nos deu um grande presente de amor: a filiação divina. A filiação divina é o fundamento de toda a santidade, enquanto pelo Batismo nos tornamos partícipes da santidade de Deus, que é o único Santo.

Enquanto passamos por este mundo vivemos numa situação de expectativa, aguardando o dia em que se manifestará o que já somos pela graça de Deus. Chegará o dia, no qual veremos Jesus tal como ele é. A visão que possuímos de Jesus é limitada, pois, nossa atual condição não comporta a visão de Deus.

O trecho do evangelho escolhido para esta solenidade é o das bem-aventuranças. Bem-aventurados os que têm um coração de pobre: são aqueles que decidem não possuir mais nada para si e colocar tudo o que têm à disposição dos outros.

Bem-aventurados os que choram: o sofrimento não é uma coisa boa. Deus não se alegra quando estamos mergulhados na dor, nem é ele que envia desventuras e tribulações. A presença de Jesus e seu reino trazem a todos que sofrem o óleo da alegria.

Bem-aventurados os mansos: são aqueles que, a exemplo de Jesus, recusam o uso da violência, não se deixam tomar pela fúria, não cultivam sentimentos de ódio e de vingança. Confiam em Deus e esperam a vinda do seu reino.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça: trata-se da mudança de vida que deve nortear nossas atitudes sempre. A justiça é feita quando um mau muda sua vida e se torna bom.

Bem-aventurados os misericordiosos: são os que, como Deus, cumprem obras de misericórdia, são os que se esforçam para que as pessoas necessitadas encontrem aquilo de que têm necessidade.

Bem-aventurados os puros de coração: são os que têm um comportamento ético de acordo com a vontade de Deus, aqueles que têm um coração íntegro, aqueles que não amam ao mesmo tempo Deus e os ídolos.

Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça: a perseguição não é sinal de derrota, mas de êxito. Aquele que sofre por sua fidelidade ao Senhor é proclamado bem-aventurado no momento e pelo próprio fato de ser perseguido.

Diante de tudo isso é possível concluir: santo é todo discípulo, quer esteja ele já com Cristo no céu, quer viva ainda na terra. A santidade não é uma condição superior que possamos alcançar com nossos esforços; ela é um puro dom de Deus. Só ele pode tornar-nos santos.

CRISMAS DE 2010
Hoje, cento e vinte e cinco jovens serão crismados em nossa Catedral. Durante este ano participaram da preparação com catequeses semanais. Nossos catequistas desdobraram-se com zelo e amor na tarefa de evangelização aos jovens e estes podem enriquecer a Igreja com sua juventude.

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br