O anúncio do fechamento de sete das 53 escolas estaduais de Franca, até o final de 2013, foi recebida com surpresa pela principal liderança política do município. “Como toda a cidade, eu também fui surpreendido a respeito do fechamento de escolas em Franca”, disse o prefeito Sidnei Rocha (PSDB). A desativação das unidades foi confirmada na quarta-feira pela dirigente regional de Ensino, Ivani de Lourdes Marchesi de Oliveira.
A municipalização do ensino, como citada pela dirigente, segundo o prefeito, é de sua competência e ele não tomou nenhuma decisão a respeito. “Nós nunca discutimos a municipalização do ensino em Franca com o Estado, porque não temos condições de contratar mais gente do que já temos”.
Sobre a lei que obriga o ensino básico a ser municipalizado, Sidnei Rocha disse que o tema precisa ser discutido. “Não é algo que vai acontecer de supetão ou surpresa. Escolas estaduais podem ter diminuído o número de alunos, porém não quer dizer que estas escolas serão fechadas. Deve tudo ser bem conversado”, garantiu o chefe do Executivo.
A baixa natalidade, a ampliação da rede municipal de ensino, a pouca demanda e a Constituição Federal foram os motivos apontados por Ivani Marchesi para justificar o fechamento das sete escolas ao final do ano letivo de 2013. “Nós perdemos 38 classes de 2000 até agora e não temos demanda para todas as escolas de 2º a 5º ano. Além disto, a rede municipal, por força da Constituição, deve encampar o ensino do 1º ao 5º ano”, disse a dirigente quarta-feira, com exclusividade ao GCN Comunicação.
As escolas com data programada para fecharem são “Adalgisa José Gualtieri” (Parque Progresso), “Caetano Petráglia” (Cidade Nova), “Carmem Nogueira Nicácio” (Jardim Boa Esperança), “Coronel Francisco Martins” (Centro), “Iolanda Ribeiro Novais” (Chácara do Espraiado), “Josephina Zinni Almada” (Bairro São Joaquim) e “Lina Picchioni Rocha” (Jardim Petráglia). No entanto, o prefeito garantiu: “Isto não vai acontecer”.
REUNIÃO De EMERGÊNCIA
O anúncio do fechamento das escolas acabou gerando uma “corrida política” para tentar reverter a decisão. Os deputados estaduais Gilson de Souza (DEM) e Roberto Engler (PSDB) conseguiram ontem, junto à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, agendar para hoje uma reunião de emergência entre o coordenador de ensino do interior, Rubens Mandetta, e o prefeito Sidnei Rocha. O encontro está marcado para as 14 horas, no prédio da Prefeitura Municipal.
“A educação é a base de tudo e o que nós precisamos é lutar pela construção de mais escolas e não fechá-las”, disse o deputado Gilson de Souza. Em nota, o deputado Engler acrescentou que a proposta “afeta a vida de milhares de pessoas e não há razão para que tudo seja feito sem o devido debate”.
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