Das 53 escolas estaduais de Franca, sete deixarão de funcionar no final do ano letivo de 2013. A informação foi confirmada na tarde de ontem pela dirigente regional de Ensino, Ivani de Lourdes Marchesi de Oliveira, durante encontro com pais de alunos da Escola “Caetano Petráglia”. “A tendência é que todas as escolas (estaduais até o 5º ano do ensino fundamental) estejam fechadas em 2014, quando os prédios serão liberados para qualquer destinação que os órgãos públicos estaduais e municipais julgarem pertinentes”, disse a dirigente.
As escolas com data programada para fecharem são “Adalgisa José Gualtieri” (Parque Progresso), “Caetano Petráglia” (Cidade Nova), “Carmem Nogueira Nicácio” (Jardim Boa Esperança), “Coronel Francisco Martins” (Centro), “Iolanda Ribeiro Novais” (Chácara do Espraiado), “Josephina Zinni Almada” (Bairro São Joaquim) e “Lina Picchioni Rocha” (Jardim Petráglia).
A baixa natalidade e até a Constituição Federal foram alguns dos motivos apontados por Ivani Marchesi para justificar o fechamento. “Nós perdemos 38 classes de 2000 até agora e não temos demanda para todas as escolas de 2º a 5º ano. Além disto, a rede municipal, por força da constituição, deve encampar o ensino do 1º ao 5º ano, e se não o fizer, estará cometendo crime”. Ao ser indagada se estaria em curso a municipalização do ensino, Ivani disse que “a tendência é esta, definida pela Constituição de 1988”.
O processo que definiu o encerramento das atividades das unidades começou em fevereiro deste ano. O primeiro passo foi dado em outubro, com o anúncio do fim das matrículas para o 2º ano nas sete escolas estaduais. Em 2011, os estabelecimentos estarão abertos para receber os alunos já matriculados para o 3º, 4º e 5º ano. Em 2012, haverá salas para os aptos a frequentarem o 4º e 5º ano. Por fim, 2013 será o último ano letivo com alunos apenas do 5º ano.
PASSEATA
O anúncio do fechamento das escolas foi feito durante reunião em que Ivani Marchesi recebeu pais de alunos da Escola “Caetano Petráglia”. O grupo se organizou, realizou abaixo-assinado e pretende reverter a decisão. “As explicações dela não nos convenceram. O que nós queremos é que a escola não feche e vamos lutar até o fim para que isto não ocorra”, disse a pedagoga Leisa Cristina Fava Silva Souza, 32, que falou em nome dos pais.
Hoje, às 17 horas, haverá uma passeata no entorno da escola e um abraço simbólico será dado no prédio. “A procura (por matrículas) é grande, a escola é maravilhosa e o nosso desejo é mantê-la funcionando”, garantiu a pedagoga.
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