Segundo estudo de psiquiatras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) - realizado com 5.226 alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, em 37 escolas de São Paulo - quase 85% dos pesquisados já experimentaram bebida alcoólica e em torno de 45% bebem com certa frequência. Os resultados obtidos mostraram que 82,7% dos estudantes relataram já ter experimentado bebidas alcoólicas, dentre os quais 44,4% referiram consumo com certa freqüência: 30,1% pelo menos uma vez ao mês e 14,3% aos finais de semana. Outro estudo, este da OMS (Organização Mundial de Saúde), datado de 2006, junto a alunos do ensino médio no País, com idades entre 14 e 17 anos, descobriu que 48% deles admitiam tomar bebidas alcoólicas. Por isso, não deixa de ser louvável a atitude da Prefeitura Municipal em buscar um caminho para dificultar o consumo por menores de idade. Embora seja proibida a sua venda e o uso por menores de 18 anos, as ocorrências registradas pela polícia mostram uma outra realidade: bares continuam vendendo bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Uma situação para a qual urge uma solução.Segundo estudo de psiquiatras da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) - realizado com 5.226 alunos do 8º e 9º anos do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio, em 37 escolas de São Paulo - quase 85% dos pesquisados já experimentaram bebida alcoólica e em torno de 45% bebem com certa frequência. Os resultados obtidos mostraram que 82,7% dos estudantes relataram já ter experimentado bebidas alcoólicas, dentre os quais 44,4% referiram consumo com certa freqüência: 30,1% pelo menos uma vez ao mês e 14,3% aos finais de semana. Outro estudo, este da OMS (Organização Mundial de Saúde), datado de 2006, junto a alunos do ensino médio no País, com idades entre 14 e 17 anos, descobriu que 48% deles admitiam tomar bebidas alcoólicas. Por isso, não deixa de ser louvável a atitude da Prefeitura Municipal em buscar um caminho para dificultar o consumo por menores de idade. Embora seja proibida a sua venda e o uso por menores de 18 anos, as ocorrências registradas pela polícia mostram uma outra realidade: bares continuam vendendo bebidas alcoólicas para crianças e adolescentes. Uma situação para a qual urge uma solução.
A Prefeitura de Franca decidiu tornar mais rígidas as punições contra comerciantes que forem flagrados vendendo bebidas alcoólicas para menores. A proposta prevê a aplicação de multas que chegam a R$ 7,3 mil e a cassação definitiva do alvará de funcionamento do bar. A finalidade é dificultar o acesso e reduzir os crescentes casos de consumo. No ano passado, o Conselho Tutelar atendeu a 461 ocorrências de menores envolvidos com bebidas alcoólicas. Em média, foi mais de um atendimento por dia. A estatística de 2010 mostra que até o dia 30 de setembro o número de casos tinha chegado a 419. As situações mais graves foram encaminhadas para o Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) ou para psicólogos. Mantido o ritmo, os números de 2009 serão superados.
Porém, não se pode esperar que apenas com esta medida tomada pela Prefeitura - que conta ainda com o auxílio da Polícia Militar, cuja atenção tem sido também reforçada para impedir este comércio criminoso - o problema será resolvido. É preciso ainda, conforme prega o promotor da Vara da Infância e da Juventude, Augusto Soares de Arruda Neto, que os pais façam sua parte. Para esta autoridade, é fundamental que os pais tenham a consciência de que o álcool tem consequências danosas. ‘Da bebida, o jovem pode caminhar facilmente para o crack e para a maconha. O álcool traz dependência e prejudica o desenvolvimento da criança, do adolescente. É preciso parar com esta história de deixar a criança colocar o dedo na latinha de cerveja’, afirma o promotor. Pois é isso. Não se deve esperar apenas que o Poder Público faça a sua parte tornando mais rigorosas as penas aos comerciantes. Pais devem dar o exemplo e mostrar aos filhos do perigo que as bebidas trazem. Concomitantemente, no ambiente escolar, um trabalho de conscientização seria fundamental para impedir que os números que medem o consumo cresçam, criando uma geração de viciados em álcool e outras drogas. Caminhos há. Basta que sejam trilhados o mais rápido possível.