09 de julho de 2026

Controle demográfico


| Tempo de leitura: 2 min

O “aborto” é o tema do momento. Todas as vezes que se menciona sobre a liberalização e a descriminalização do aborto, não só até aos três meses de gestação como também até aos nove meses – e isto está em Projeto-de-Lei em andamento no Congresso Nacional –, surge uma espécie de viés ‘burguês religioso’ pretendendo deixar claro que contrários são padres, bispos ou pastores.

A mensagem sub-reptícia de alguns jornalistas que se envolvem no debate sinaliza para o ‘é um absurdo que no Brasil ainda não haja a descriminalização do aborto’. O odor que se sente no ar é o de que os religiosos cristãos e uma grande maioria da população brasileira estão presos ao ‘pensamento retrógrado’; estão “por fora” dos conceitos e valores inscritos na pós-modernidade.

Dado importante e que grande parte da população desconhece é que há acordos públicos entre governos e entidades internacionais que estrategicamente financiam e impõem controle populacional por diversas vias, uma delas, o aborto sistematizado.

O grande problema é que tais acordos não são publicados e ninguém toma conhecimento.

O público, destinatário final das ações governamentais, desconhece o que está por trás de certas propostas aparentemente inofensivas, mas que desencadeiam verdadeiras tragédias sociais e emocionais.

Só não percebe a tragédia que é assassinar um ser indefeso no útero de uma mulher quem se encontra totalmente acima de bem e de mal. A mulher pode ser ‘dona’ de seu próprio corpo, mas não tem poder de decretar a morte da vida que carrega dentro de si.

Portanto, não se trata apenas de simples opinião de certos segmentos religiosos. Trata-se de algo inscrito na própria consciência humana. Algo que Deus imprimiu no espírito humano que implica no fato de que ninguém tem o direito de matar. Ainda mais quando se trata de um ser que não pode se defender da agressão.

Inclusive na Lei Penal estão contidas agravantes a crimes perpetrados de forma a impedir reação da vítima. Um ser que aguarda a hora de vir à luz, frágil e dependente do amor e do cuidado da mãe, assassinado de forma violenta e fria, por agentes públicos legitimados e concursados para matar, é mesmo o fim!

Onde está o ‘cordão de Ariadne’? Quando foi que se perdeu totalmente o sentido lógico da vida e da liberdade? O aborto não é uma questão de saúde pública. É uma questão de saúde moral.

Essa sociedade política que nos governa padece de doenças morais terríveis.

Descriminalizar o aborto é algo sobre o que a sociedade deve opinar não sem antes fazer um exame criterioso acerca do que vem acontecendo no cenário político internacional e que tem influência direta e ingerências concretas dentro do Brasil. (...).

Nadir Ap. Cabral Bernardino
Professora