08 de julho de 2026

“Piorar, para progredir”


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Se fosse o último entrevistado pelo GCN Comunicação para a matéria, ficaria em cima do muro. Primeiro, porque acho injusta a destruição das lojinhas que já fazem parte da história do tradicional bairro francano. Acredito que a proposta de revitalização é imediatista e política: destruo as lojas mas reformo os predinhos, como consolação... Vejo mais além: não vão destruir só paredes, concreto. Vão acabar com senhos, com o sustento das famílias que ali trabalham. Como nossos avós diziam que é melhor prevenir do que remediar, por que não impediram a construção há 10 ou 15 anos, quando começaram? Era coisa política? Por outro lado, olhando de forma menos radical, lembro-me de quando a Prefeitura tirou carrinhos de lanche das ruas.Todos ficaram surpresos e revoltados na época. Hoje, vejo amigos que se instalaram bem e conseguiram abrir mais lanchonetes. Ouço muito que o Prefeito governa só para os ricos mas não concordo. Não é apenas para os ricos. No caso dos carrinhos, hoje, nos estabelecimentos regulares que foram abertos, comem ricos e pobres com a máxima segurança e higiene. Apesar do “aborto de sonhos”, aprendi que para progredir, é preciso piorar. Espero apenas que o futuro seja planejado e que, do novo formato comercial em diante, não se precise mais destruir os sonhos de ninguém.

Leandro Pereira
Franca - SP