Morreu na tarde desta terça-feira, 29, por falência múltipla de órgãos o senador Romeu Tuma (PTB). O político estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O corpo será levado para a Assembleia Legislativa de São Paulo por volta de 18 horas, onde será velado. O enterro deve acontecer as 15h de amanhã.
Com 79 anos, Tuma estava internado na UTI desde setembro para tratar de um quadro de insuficiência renal e respiratória. Além de exigir cuidados médicos, o problema impediu Tuma de fazer campanha nestas eleições. O candidato ficou em quinto na disputa pelo Senado em São Paulo e não se reelegeu.
No dia 2 de outubro, o senador foi submetido a uma cirurgia para colocação de um dispositivo de assistência ao coração chamado Berlin Heart. O dispositivo auxiliava a regular a pressão e circulação sanguínea do paciente.
Casado com a professora Zilda Dirane Tuma, deixa quatro filhos e nove netos.
VIDA PÚBLICA
Paulistano, Romeu Tuma completou 79 anos no último dia 4 de outubro e foi investigador e delegado da Polícia Civil do Estado antes de ingressar na política.
Antes de chegar ao PTB, militou pelo Democratas. Quando a legenda se chamava PFL, foi relator do processo de expulsão do então deputado federal Hildebrando Pascoal, acusado de serrar opositores. Também com parecer de Tuma, o partido expulsou o deputado estadual capixaba Carlos Gratz, por envolvimento com o crime organizado.
FRANCA
Nos últimos 14 meses, o senado Romeu Tuma esteve duas vezes em Franca. Em agosto do ano passado, o delegado aposentado veio para participar da inauguração do escritório regional do PTB. Antes do compromisso, conheceu as instalações do GCN Comunicação e foi recepcionado pelo diretor-executivo do grupo, o jornalista Corrêa Neves Júnior.
Em maio de 2010, Tuma que foi relator da CPI da Pedofilia, esteve em Franca para levantar informações sobre as acusações de abuso sexual contra o padre José Afonso Dé. O vigário tinha sido denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude (para as supostas vítimas acima de 14 anos).
Na ocasião, Tuma disse que tinha convicção da culpa do padre e prometeu a vinda da CPI a Franca, o que não aconteceu até hoje.