10 de julho de 2026

Jovens infratores recebem bolsa para aprenderem uma profissão


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OPORTUNIDADE - Jovens riscam molde de cinto na oficina do programa Bolsa Inclusão Produtiva montada na antiga Casa do Aconchego: programa atende menores infratores com curso de objetos de couro

Jovens que cometeram furtos, roubos ou se envolveram em brigas e foram condenados pela Justiça de Franca ganharam a oportunidade de se preparar para o mercado de trabalho e ainda receber benefício de R$ 170 por mês. O programa Bolsa Inclusão Produtiva é fruto de uma parceria entre a Prefeitura e o governo federal. Desde julho, jovens que cumprem medida socioeducativa -liberdade assistida ou prestação de serviços à comunidade - participam de oficinas para aprender a confeccionar bolsas e cintos de couro. Dos 61 adolescentes que cumprem medidas atualmente em Franca, 13 foram selecionados para o programa.

Os participantes têm entre 15 e 19 anos. As aulas são oferecidas na oficina montada no prédio onde funcionava a Casa do Aconchego, na Avenida Doutor William Azzuz. Todos os dias, das 8 às 12 horas, os alunos se encontram e aprendem etapas da produção de bolsas, cintos e carteiras de couro. “Estamos ensinando desde a modelagem até corte, preparação, chanfração, pesponto e montagem dos artefatos. Ainda ensinaremos noções básicas do cálculo dos custos”, disse o professor Domingos Fonseca.

Os jovens ainda têm oportunidade de visitar escolas profissionalizantes, curtumes, fábricas de calçados e bolsas para conhecerem esses ambientes. “São jovens que não tiveram oportunidades na vida. Com as visitas queremos que enxerguem outro mundo e algo que poderá lhes dar oportunidade futuramente. Queremos que saiam aptos a iniciar um pequeno negócio”, disse Domingos. A equipe do Bolsa Inclusão Produtiva planeja levar os participantes para a Couromoda (Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro) 2011.

A Prefeitura ainda não definiu como será a venda dos produtos confeccionados, mas a ideia é montar um showroom na própria oficina e expor os produtos para a comunidade. O lucro poderá ser dividido entre os alunos e a manutenção do projeto.

OPORTUNIDADE
O curso é oferecido pela Secretaria de Ação Social, através do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). Cada turma tem seis meses de aulas. A seleção é feita pela equipe do Creas. “São 15 adolescentes por turma. A seleção deles leva em conta o ato infracional cometido, a vulnerabilidade da família, a responsabilidade e comprometimento”, disse o secretário da pasta, Roberto Nunes Rocha.

João (nome fictício), de 15 anos, é um dos selecionados para o primeiro grupo. O garoto, que estudou até a 6ª série, faz planos de montar a própria empresa e aplicar os conhecimentos do curso. “Estou achando muito legal. Achava que era difícil confeccionar peças em couro, mas estou aprendendo. Quero abrir uma empresa para mim”. João está em liberdade assistida porque se envolveu em briga no shopping com um grupo de amigos.

O Creas assumiu o atendimento aos jovens infratores que cumprem medida em meio aberto neste ano. Oferece atendimento com psicólogo e assistente social para eles e familiares, além de cursos de informática, dança e inglês. 

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