Creio que a questão não é agredir, mas encontrar meios que possam reeducar este tipo de pessoa e fazê-la enxergar a realidade. Em geral, agressores de esposas têm baixo nível escolar, são consumidores de drogas lícitas (principalmente álcool) e ilícitas e foram criados em lares carregados de violência. Despreparado psicologicamente e sócio-culturalmente, este tipo de agressor costuma trair com frequência (em alguns casos, até com parceiros do mesmo sexo) e acredita que sua esposa tem os mesmos pensamentos sórdidos e comportamentos sexuais que ele. A agressão, na verdade, é uma forma de descarregar na esposa todas as frustrações adquiridas ao longo da vida. O Estado não se importa com este tipo de violência, não oferece clínicas nem especialistas para tratar este tipo de pessoa e fazê-la enxergar a realidade. A violência doméstica não se combate apenas com lei específica e cadeia. A lei Maria da Penha deveria ser o último recurso, mas é o único.