11 de julho de 2026

Por que o time da Francana não foi para frente em 2010?


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Luís Fabiano da Cruz, diretor de futebol da Francana

A Francana começou mal, reagiu e obteve a classificação para a segunda fase da Copa Paulista. Nos quatro primeiros jogos, a Veterana não venceu, houve troca de treinador - sai Gilmar Batista e entra Paulinho Kobayashi - e então a campanha transformou-se em cinco vitórias em oito partidas. Veio a nova etapa da competição e em seis compromissos, nenhuma vitória. A desclassificação desmotivou a torcida, acostumada às seguidas derrotas do time. Mas, qual a razão para o trabalho que vinha dando certo, ter resultado desastroso?

Para tentar responder, o GCN Comunicação conversou com jogadores, comissão técnica, diretoria do clube e ex-apoiadores na última semana, quando o time já estava desclassificado. A conclusão foi a de que um conjunto de problemas gerou mais este fracasso. A falta de planejamento, aliada a infraestrutura deficiente, ausência de patrocínio e desunião na agremiação acompanharam a Francana nesta Copa Paulista.

“Fizemos uma parceria que não foi muito boa. A gente sabe que faltou alguma coisa. Faltou estrutura, planejamento, que não pode ser feito de última hora”, resumiu Luís Fabiano da Cruz, diretor de futebol, único membro ativo na diretoria da Veterana, além do presidente José Servino Braga. Para ajudar no trabalho, a diretoria evoluiu com a contratação do supervisor Sandro Silva.

A Veterana ainda tentou resolver a ausência de pessoas na diretoria com um contrato firmado com a empresa Z7, do ex-jogador Sebastião Cândido da Silva, o Zinho (que chegou à cidade desacreditado porque no ex-clube que manteve parceria, o Atlético Araçatuba, deixou dívidas). O empresário não fez um bom trabalho. Entre os problemas, ele sequer conseguiu o uniforme para o time como havia prometido. Além disso, depois de uma briga de “ego” com o diretor de futebol, Luís Fabiano, houve uma ruptura. A separação de Zinho com o clube aconteceu apenas no âmbito prático, porque o contrato entre a empresa e a Francana continua ativo até 31 de dezembro. A briga entre o empresário e o diretor de futebol aconteceu porque Zinho demitiu o técnico Gilmar Batista sem conversar antes com Fabiano. Os dois chegaram a trocar farpas na frente dos jogadores emda imprensa, no vestiário do Lanchão. Esse atrito fez o dono da Z7 desaparecer do dia a dia da time e Fabiano assumiu o comando.

O elenco já tinha problemas. A presença de jogadores do empresário Zinho, atletas de Franca e contratados por Fabiano gerou uma “variedade” que ocasionou um racha no grupo.

No aporte financeiro, o clube conseguiu somente um grande patrocinador. A rede de supermercados Savegnago pagou cerca de R$ 25 mil mensais (quantia extra-oficial) neste segundo semestre. Este valor serviria para manter a folha de pagamento (R$ 17 mil), viagens para jogos (média de R$ 5 mil por jogo), transporte para treinamento (média de R$ 90 de ônibus), aluguel de campo (R$ 120 por treino em Patrocínio Paulista), medicamentos e taxas em dia de partida no Lanchão (cerca de R$ 2 mil). Contudo, é insuficiente. Há informações de atrasos de salários dos jogadores.