08 de julho de 2026

Dia dos Professores


| Tempo de leitura: 4 min

Ano passado comentamos sobre ensino superior e muitos dirigentes não gostaram e nos questionaram. Quem nos conhece sabe que somos dos que defendem princípios e mantemos personalidade seja onde for.

Não somos como ‘camaleões’ que trocam de opiniões dependendo do local onde estão, só para satisfazer interesses econômicos. Ensinar é muito mais que transmitir informação. Não é apenas fazer com que o aluno absorva o que foi ensinado. É transformar o aprender em algo prazeroso, que consegue provocar e despertar o interesse.

A ‘era da transformação’ chegou e impõe modificações dos gestores educacionais que devem estar preparados para que a educação tenha um impacto positivo no conturbado contexto socioeconômico e político de hoje.

Todos nós, envolvidos no processo educativo, sabemos perfeitamente a necessidade de transformar o processo do ensino, a fim de garantir qualidade. Somente ter consciência e não agir não transforma nem o indivíduo nem a sociedade. Em nada contribuímos se permanecermos calados diante de desmandos. De que adianta falarmos em moral e ética dentro das salas de aula se nós mesmos não a praticarmos no dia a dia de nossa relação profissional com a entidade de ensino?

Governantes, profissionais da educação, empresários que ‘vendem educação’, todos devem cumprir seu papel com empenho para que uma educação decente torne-se realidade para docentes e discentes. Não adiantam leis novas se na prática, governantes e empregadores não as cumprem.

Os docentes devem ser respeitados, comprometidos que estão com a concretização de um direito tão importante como o acesso universal à educação de qualidade e necessitam, para desempenharem adequadamente sua função e seu papel social, que o seu próprio direito de acesso a um trabalho com garantias mínimas esteja garantido.

A data comemorativa do ‘Dia dos Professores’ deve servir de reflexão para que as autoridades públicas não pensem somente na mercantilização do ensino, principalmente o superior, onde o governo se omite passando a responsabilidade para as instituições privadas e essas, por sua vez, aceitem ou não, visando obter lucratividade comercial através da ‘venda de educação’.

Caros amigos que nos prestigiam com sua leitura dominical. Podem todos terem certeza que nós, sonhadores que somos, nunca iremos fugir dos debates e omitirmos nossas opiniões contrárias aos interesses comerciais que estão inseridos na ‘venda do ensino’ na atualidade. Enfim, mesmo que sejamos perseguidos por aqueles que se auto-intitulam ‘democratas, éticos e morais’, mas que na prática não passam de hipócritas e demagogos, nunca desistiremos do direito de sonharmos com uma realidade totalmente diferente, para que todos possam ter acesso a um ensino de qualidade, dependendo apenas de seu esforço. É com isso que sonhamos!

A POLÊMICA DO ABORTO
Segundo analistas partidários, o segundo turno da eleição presidencial somente ocorreu em razão da polêmica questão do ‘aborto’, levantada pelos cristãos. A matéria é polêmica. Haverá sempre a questão sobre um feto ser extensão do corpo da mãe ou um ser humano de pleno direito. Essa dúvida, na questão prática nos leva a outra indagação: a intervenção pode ser considerada simples operação cirúrgica, ou homicídio premeditado?
Diante da razão, ninguém tem o direito de cometer livremente um ato que a própria ciência não nos diz com segurança, se é ou não é um homicídio. A afobação com que alguns segmentos políticos querem implantá-lo em nosso País em nome de benefícios sociais hipotéticos, é um absurdo.
Polêmicas à parte, o mais triste de tudo isso é vermos que políticos que subscreveram programa de partido em prol do aborto e que recebem ‘doações’ de entidades favoráveis a implantação abortiva no Brasil, agora venham se colocar contrário a tal prática, ao invés de, em público, defenderem seus pontos de vista.
É a política do ‘camaleão’, como dissemos no tema anterior, ou seja, muda-se conforme a necessidade e o ‘pobre eleitor’ nunca saberá com certeza qual é a verdadeira ‘cor” do camaleão.

AS ELEIÇÕES EM SEGUNDO TURNO
Como dizem por ai, ‘cada eleição é uma eleição’. Desde as eleições de 1989 somente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é que venceu duas (1994 e 1998) em primeiro turno. As que foram para o segundo turno acabaram prevalecendo a eleição do candidato com maior votação no primeiro turno. Em 1989 Collor venceu Lula; em 2002, Lula venceu Serra; e em 2006, Lula venceu Alckmin.
Enfim, neste segundo turno, qualquer que seja o resultado, teremos uma novidade: se a candidata Dilma for eleita, será a primeira mulher presidente do Brasil; e caso o candidato José Serra vença, será a primeira vez que o candidato segundo colocado no primeiro turno conseguirá ‘virar o jogo’.

 

Toninho Menezes
Advogado, administrador de empresas, professor universitário -

toninhomenezes@comerciodafranca.com.br