Reportagem de Barros Filho, Patrícia Paim, Fernanda Martins e Irinéa Donizete
Colaborou: Marieta Wenceslau
Líder populista e idolatrado pela grande maioria dos restinguenses, Belão, 54, cumpria seu quarto mandato como prefeito de Restinga. Ele entrou para a política em 1977, aos 21 anos, quando se candidatou a vereador, sendo o segundo mais votado pelo então MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Na eleição seguinte, se elegeu vice-prefeito e em 1988 chegou à Prefeitura pela primeira vez. Como não tinha reeleição na época, ficou quatro anos trabalhando como diretor do Departamento de Obras até se eleger prefeito pela segunda vez e depois reeleito. Em 2006, anunciou a candidatura para deputado federal. Não ganhou, mas surpreendeu ao obter 36,5 mil votos, sendo 25 mil somente em Franca. Em 2008 voltou às urnas e se elegeu prefeito pela quarta vez.
A carreira política de Belão não passou despercebida. Enfrentou muitas brigas com “inimigos” políticos, sendo a família Pitt a principal deles. Com Ana Pitt, então presidente da Câmara de Vereadores, protagonizou as brigas mais memoráveis. Também enfrentou muitos problemas com o Ministério Público de Franca e quase não foi empossado em 2009. Mas ao tomar posse, quebrou o protocolo ao colocar uma cadeira à frente da Mesa Diretora alegando que era reservada “para Deus”.
Belão deixa a mulher Maria Amália, 54; quatro filhas, Jéssica, 8; Karla, 22; Karolina, 25; Karina, 29, e um neto de um ano.