11 de julho de 2026

Lideranças políticas e familiares lamentam morte do prefeito Belão


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A notícia da morte de Belão se espalhou rapidamente entre as lideranças políticas e moradores de Restinga. Por volta da 1 hora de hoje, familiares e políticos estavam de plantão em frente à Santa Casa de Franca, para onde o prefeito foi levado após o acidente. Na cidade, muitos populares passaram a noite em claro, inconformados com a perda.

Segundo uma das quatro filhas de Belão, Karina Ferracioli, 29, a notícia foi um choque para todos. “Estamos desnorteados ainda. É uma perda irreparável. É tudo muito triste”. Karina disse que seu pai havia passado a manhã com a família, almoçado em casa e, às 14 horas, saiu com Celso Cordeiro, sem informar o destino.

O ex-prefeito de Restinga, Amarildo Tomáz do Nascimento (PMDB), lamentou o acidente. “Belão sempre foi um companheiro, um amigo, e tenho certeza que a cidade perdeu muito com essa tragédia. Tudo tem um momento e Deus faz as coisas... não tenho nem palavras. Belão era muito carismático, infelizmente perdemos um mito político”.

Clóves Cubas (PTB), o Truvão, presidente da Câmara de Restinga, recordou a candidatura de Belão a deputado federal em 2006. “Ele surpreendeu a todos com 40 mil votos. Hoje Restinga perdeu uma pessoa que estava sempre à disposição para resolver todos os problemas”.

Delegado assistente da Seccional de Franca, Daniel Paulo Radaelli foi vereador em Restinga de 1996 a 2000, em um dos mandatos de Belão. “É uma grande perda para a cidade. Uma pessoa de coração maior que qualquer outra pessoa”.

Em Restinga, a notícia se espalhou rapidamente entre os moradores. Às 2 horas, a caminhoneira Dinair de Paula Silva, 47, aguardava notícias do velório na porta da casa de Belão. “Perdemos um irmão, não um prefeito”.

A reportagem falou por telefone com Paulo Augusto Ribeiro, o Pitt, ex-vereador e adversário político de Belão, mas ele afirmou que “ainda estava assustado, aba-lado com a notícia”, e que não iria se pronunciar.