08 de julho de 2026

Católica


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S. Daniel e companheiros

“Daniel” quer dizer em hebraico “meu juiz é o Senhor” ou “é o Senhor que julga”

Sete anos após o martírio dos primeiros franciscanos, Beraldo e seus companheiros, em Marrocos, S. Daniel e sete companheiros partiram rumo à Ceuta para implantar entre os mouros a boa-nova, mas acabaram ali martirizados (10/10/1227). Os companheiros de S. Daniel eram Samuel Ângelo, Dônolo, Leão, Nicolau e Hugulino. Os frades foram presos assim que entraram em Ceuta. Lançados na prisão, passaram uma semana, aguardando o julgamento. Como persistissem inabaláveis na fé cristã, foram decapitados. O culto a S. Daniel e seus companheiros se popularizou desde 1516.

S. Daniel Comboni

“Daniel” quer dizer em hebraico “meu juiz é o Senhor” ou “é o Senhor que julga”

Natural de Brescia, Daniel Comboni, apóstolo da África, foi o fundador dos missionários combonianos, precursores de um novo modelo de evangelização em terras africanas, em que o africano era chamado a ser o protagonista da própria história. Daí ele chamar a atenção da Igreja universal sobre sua responsabilidade missionária em relação à África, traçando um Plano global de evangelização para aquele continente, o qual deu origem a numerosas obras missionárias de apoio à luta contra todo o tipo de opressão, seja sociopolítica, seja cultural e religiosa. Além do Instituto das Missões Africanas, fundou também a Obra do Bom Pastor pela regeneração da África e as irmãs Virgens missionárias da caridade, as Pias Mães da Negritude. Em 1877 é nomeado Vigário Apostólico e Bispo em Roma. Foi beatificado em 1996 por João Paulo II.

Oração
Do novo milênio

Deus, nosso Pai, neste novo milênio, quando tudo parece fragmentado, quando tudo é exacerbado, despontai conosco do turbilhão das humanas transformações: os abismos fratricidas, preenchei; as divisões perversas, suprimi; as intrigas diabólicas, dissipai; as mentiras assassinas, desvendai; os que se perderam na vida, reencontrai; a violência e o ódio, exorcizai. Nosso egoísmo e indiferença, quebrai. As searas da justiça e da verdade, multiplicai; a mesa dos famintos, provei; os humanos desertos, regai; a sede de amor e de misericórdia, matai; o porto da paz verdadeira, assegurai-nos; em altares vivos e oferentes, transformai-nos; a liturgia de nossas almas e de nossos corpos, dai-nos celebrar em vosso louvor. O corredor dos deserdados, visitai; a noite dos desalentados, clareai; o medo e o temor dos espíritos servis, esconjurai; nossas traves e amarras, rompei; nossos sonhos de fraternidade, reavivai; com vossa presença amorosa e perene, preparai-nos e acompanhai-nos nesse novo tempo.

Os cinco minutos dos santos/ J. Alves.
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.