08 de julho de 2026

Crianças deviam brincar como antigamente


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Crianças observam e aguardam sua vez em parque da cidade: brincadeiras coletivas devem ser incentivadas

O Dia das Crianças não deve ser registrado apenas como uma data comercial para incrementar as vendas de artigos infantis, mas também para uma reflexão de como as crianças estão perdendo o direito de curtir esta importante fase da vida despreocupadamente. Elas começam a estudar mais cedo e são exigidas em matérias extracurriculares - como aprendizado de uma outra língua, informática e outras atividades que no passado só ocupavam espaço na adolescência. Ser criança era chegar da escola, tirar rapidamente o uniforme, vestir um calção e camiseta velhos e, até sem camisa, correr para a rua onde os colegas já esperavam com uma bola de futebol, daquelas de borracha, na mão. Algumas vezes a gente mesmo fazia brinquedos: a partir de um ou dois carretéis vazios de linha e um pedaço de madeira estava pronto o carrinho. As meninas improvisavam a boneca com sabugo de milho. Hoje, devido à violência nas ruas, os pais são obrigados a aprisionar os filhos em casa, diante do computador ou da televisão, comendo sanduíche, batatas fritas e tomando refrigerante. Para compensar, compram um brinquedo novo, sempre eletrônico, que é logo deixado de lado. O resultado disso é uma geração de obesos, cada vez mais precocemente. Recente pesquisa perguntou a um grupo de crianças se elas preferiam brincar ou comprar. A resposta quase unânime foi comprar. Que pena! Infelizmente estamos constatando o desaparecimento da infância...