Horas depois da ventania, dezenas de pessoas estavam envolvidas na limpeza e reparo dos danos sofridos. Das 24 famílias que procuraram o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) da zona Leste para registrar o destelhamento de casas, 22 são moradoras da Rua Wilson Abrão Elias, no Jardim Paulistano.
A agente de pedágio Euripeda Isaias, 34, estava em casa junto com os dois filhos de 14 e 4 anos, quando o temporal começou. “Primeiro foi uma chuva normal, depois uma chuva de pedra (granizo), que não durou muito, e de repente o vento forte que levou telhas e madeira”, disse a agente, que imaginou que a casa fosse cair.
O motorista José Carlos da Silva, 49, outro morador da Wilson Abrão Elias, confessou: nunca sentiu tanto medo na vida. No momento do vendaval, ele estava sozinho e viu todo o telhado de sua casa voar pelos ares. “Foi um susto grande e para esquecer, vai ser difícil”’, comentou Silva, que já gastou R$ 1.500 com o telhado novo.
Há três anos respondendo pelo Cras/Leste, a assistente social Eliete Neves disse que nunca registrou um número tão elevado de vítimas de um único temporal, como o ocorrido quinta-feira. Ela preparou relatórios que serão apresentados pela Secretaria de Ação Social em uma reunião na próxima quarta-feira, na Secretaria de Finanças, quando será discutida a liberação de recursos para as famílias mais carentes que tiveram danos com o vendaval.