Falamos em gêneros literários nas páginas anteriores. Isto quer dizer maneiras de escrever. Dissemos que de uma maneira geral, os gêneros de dividem em prosa e poesia. Prosa é quando você escreve como se estivesse falando: frases reunidas em parágrafos, com pontuação que permite ao leitor respirar. O poema pede outro jeito de expressão. Nele dispomos os pensamentos em versos que são reunidos em estrofes e podem ter rima ou não.
No poema as estrofes podem ter quatro versos e então se chamam quarteto; três, tercetos; cinco, quinteto; seis, sexteto. As estrofes podem conter rimas ou não. Na poesia usamos muitas imagens e comparações para traduzir nosso estado de espírito que pode ser classificado como alegre, triste, saudoso, preocupado etc.
A prosa, por sua vez, se divide em muitos tipos. Uma história nascida na imaginação de quem escreve é ficção. Pode aparecer na forma de romance ou de conto. O romance é mais longo, ao contrário do conto, que é curtinho. Mas nem sempre se faz ficção ao escrever. Se relembramos um fato e o descrevemos, estamos exercitando um gênero que se chama memória. É tudo aquilo que aconteceu no passado e resgatamos através da nossa lembrança.
A crônica é outro gênero literário. Consiste em escrevermos sobre assuntos do dia a dia, sobre o nosso cotidiano: a rotina do lar, algo diferente visto na rua, algum acontecimento na escola, uma viagem, algo agradável ou desagradável que nos aconteceu, um presente pelo qual se espera - são todos assuntos dos quais podemos lançar mão para fazer uma crônica.
Resta falar sobre o artigo de opinião. Este geralmente tem um tom mais sério. Nele colocamos nossa opinião sobre algum acontecimento da vida da nossa comunidade. Pode ser a atitude de algum político, um evento social, uma decisão que está motivando a população, alguma falha no sistema de atendimento à saúde, problemas de trânsito... Pode ser também sobre alguma experiência particular: um livro que se leu e do qual se gostou, um espetáculo a que se assistiu mas não agradou... Opinião é isso, é expressar um juízo de valor (bom, ruim, mais ou menos) sobre algo.