No próximo dia 31, 130 milhões de brasileiros voltarão às urnas para definir quem será o novo presidente do Brasil. Os candidatos para o segundo turno para a vaga na presidência da República são a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra.
Por volta das 02h51, 99,97% das urnas haviam sido apuradas no país. Dilma obteve 46,90% contra 32,61% de Serra. Para tornar o segundo turno impossível, a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, precisaria ter alcançado mais da metade dos votos, ou seja, Dilma teria que ter mais votos que a soma de todos os seus adversários. Marina Silva, do PV, conquistou 19,33% e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) conseguiu 0,87%.
Conforme publicado nas últimas pesquisas eleitorais, Dilma perdeu votos principalmente por conta dos escândalos noticiados durante a sua campanha eleitoral: a quebra de sigilos de pessoas ligadas ao PSDB e a revelação de um esquema de facilitação de interesses privados montado na Casa Civil, que no dia 16 de setembro derrubou a ministra Erenice Guerra, ex-braço direito de Dilma no governo. O impasse de Dilma sobre a legalização do aborto pode ter influenciado nos votos perdidos nesse primeiro turno. Em 2007, se declarou a favor da descriminalização e agora afirma ser pessoalmente contra o aborto.
Enquanto Dilma vinha perdendo votos, Serra e Marina cresciam. O tucano recuperou votos em suas bases eleitorais, como São Paulo, e recebeu 32,63%, quase dez pontos a mais que os 23,2% obtidos por ele em 2002. E a tal “onda verde” que alavancou a campanha de Marina Silva pelo Brasil deu resultados surpreendes: 19,35%. Esse inclusive foi o principal motivo que possibilitou o segundo turno. Marina não definiu ainda a quem vai apoiar nesse segundo
turno.