10 de julho de 2026

9 mortes fazem de setembro o mês mais violento no trânsito francano


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Tragédia - Colisão frontal na Vicinal João Traficante deixou três mortos no último dia 19

O mês de setembro fechou com uma triste realidade no trânsito francano. Nove pessoas morreram vítimas de acidentes em ruas, avenidas e rodovias. Este foi o maior número de mortes ocorridas neste ano. Maio era até então o mês que havia registrado o mais elevado número de vítimas fatais - seis no total. O mais grave no levantamento feito pela reportagem do GCN Comunicação é que os acidentes fatais deste mês ocorreram em apenas 18 dias. Tentando diminuir esta estatística, começa nesta segunda-feira uma campanha de orientação no trânsito desenvolvida pela Secretaria de Cidadania e Segurança da Prefeitura. 

As tragédias no trânsito que marcaram o mês de setembro começaram no dia 12. Uma colisão entre dois veículos matou uma criança de 4 anos. A garota Lorraine Cintra Justino, 4, morreu após o carro que ocupava ser atingido por outro veículo no cruzamento das ruas Alberto de Azevedo e Simpliciano Pompo. Com a colisão, o que carro em que ela estava tombou de lado e o corpo da criança ficou prensado entre as ferragens e o asfalto. O local onde aconteceu a tragédia conta inclusive com semáforos. “São acidentes que estão acontecendo em pontos bem sinalizados. Colisões em semáforos. Isto nos deixa em estado de alerta, pois os motoristas estão cada vez mais imprudentes”, disse o secretário Sérgio Buranelli. 

Rodovias também tiveram sua parcela na violenta estatística do trânsito. No dia 18, o vendedor José Donizete Garcia, 51, morreu após ficar 46 dias internado. Ele se envolveu em uma colisão na Rodovia Fábio Talarico. Já a Vicinal João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG), registrou três mortes em um único acidente. Na manhã do dia 19, a colisão frontal entre dois carros matou o pedreiro Eurípedes Campanati, sua mulher Ana Mirce Sanches Campanati, ambos de 61 anos, e o estudante Edigar Rodrigues Pimenta, 18. “Nesta rodovia estaremos nos próximos dias implantando a fiscalização eletrônica e passaremos a colocar o radar móvel em ação nesta rodovia. É uma rodovia bastante movimentada e que tem causado acidentes com lamentáveis fatalidades. Inclusive perdemos amigos nesta rodovia vítimas de acidentes”, disse Buranelli.

Avenidas também deixaram suas marcas. Na noite de 24 de setembro, no Residencial Dourado, o tapeceiro Arnaldo de Oliveira, 42, morreu atropelado por um caminhão na Avenida Emílio Paludetto. O motorista do caminhão, um Mercedes Bens de cor verde, segundo testemunhas, fugiu sem prestar socorro e ainda não foi identificado. Na mesma noite, no Jardim Pulicano, a auxiliar de serviços gerais Darci Mendes de Faria Macedo, 58, não resistiu aos ferimentos após o carro que ocupava bater em um poste. O acidente aconteceu na Avenida Nelson Nogueira.

O mês também somou mortes de pessoas que estavam internadas vítimas de atropelamentos. Ainda no dia 24, o pedreiro João Augusto da Silva, 60, vítima de atropelamento no dia 13, não resistiu e morreu na Santa Casa. Fechando a estatística, com nove vítimas, o sapateiro Áureo Migani, 47, morador no Leporace, após ficar 20 dias internado, não resistiu e morreu. Ele foi atropelado por uma moto na Avenida Teotônio Vilela, no Parque Vicente Leporace, no dia 9 de setembro.