08 de julho de 2026

Doadores de sangue dão lição de vida e compaixão pelo próximo


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Mesmo com medo de agulhas, o operador de máquinas José Maria Moreira, 41, doou pela primeira vez para ajudar um vizinho e não parou mais

O operador de máquinas José Maria Moreira, 41 anos, nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, é exemplo de espírito solidário. Ele doa sangue a cada três meses. De acordo com a Fundação Pró-Sangue, o intervalo entre cada doação deve ser de 60 dias para homens, com limite de até quatro doações por ano, e de 90 dias para mulheres, limitadas a três doações anuais. Em 18 anos, José diz que já fez 56 doações de sangue. Ele doou pela primeira vez aos 23 anos, quando um vizinho precisou de uma transfusão. O operador conta que tinha muito  medo de agulhas, mas a aflição da mulher do amigo o sensibilizou e ele resolveu ajudar. “Isto foi em 1992, valeu muito! Quando vi o sorriso no rosto dela, senti uma alegria e me tornei doador”.

Apesar de ter se mudado para Campinas e ficado lá durante alguns anos, José nunca deixou de doar sangue. Há nove anos, ele voltou a morar em Franca, onde é um dos 67.891 doadores cadastrados no Hemocentro. “Eu me sinto bem quando faço as doações, porque enxergo a necessidade das pessoas que precisam e me coloco no lugar delas, isto é compaixão”, afirma.
No Hemocentro, José fica cerca de 30 minutos para cada doação. Ele salienta que este tempo não o atrapalha de forma alguma. Ao contrário, afirma que fez bem para sua saúde. “Antes de ser doador, meu nariz sangrava, depois parou. Nunca me senti mal e como tenho que realizar os exames necessários para o procedimento, consigo prevenir enfermidades. O fato é que eu só tive que perder o medo de agulhas”, brinca José, que acrescenta: “É mito o fato do sangue afinar e a pessoa que doa uma vez ter que doar sempre”.

Assim como o operador, existem outros abnegados que garantem o estoque do Hemocentro e ajudam a salvar vidas. “Eu doo sangue de três em três meses, porque muita gente necessita. É gratificante salvar vidas. Nosso ato é muito importante e não custa nada”, disse o conselheiro tutelar Ilton Sérgio Ferreira, 42 anos, que já doou sangue 45 vezes. “É um gesto de solidariedade. Os mitos não existem, quem quiser doar, pode fazê-lo com tranquilidade. Estamos fazendo um bem”, completou o representante comercial Antônio Ismar Hilário da Silva, 51 anos e há 12, doador.

Para ser um doador de sangue é necessário ter entre 18 e 65 anos, boa saúde e pesar mais de 50 quilos. Os horários de funcionamento do Hemocentro são das 7 às 19 horas, às segundas-feiras, das 7 às 17 horas, de terça a sexta-feira, e das 7 ao meio-dia, aos sábados. Quem for doar pela primeira vez tem de levar um documento com foto.