O candidato do PSDB ao governo do Estado, Geraldo Alckmin, prometeu implantar o projeto Via Rápida para o Emprego em Franca. O programa consiste na criação de cursos rápidos de capacitação profissional. “Serão cursos de 80, 100, 200 horas sem vestibular e de graça, sempre seguindo a demanda local. Capacita rapidamente para conseguir emprego”. A promessa foi feita na sabatina promovida pelo GCN Comunicação ontem. Durante uma hora e meia, Alckmin apresentou suas propostas para os eleitores da região. Disse que a primeira ação será investir na Saúde - setor que classificou como um desafio em todo o País - e criticou o governo federal por não corrigir a tabela SUS. Afirmou ainda que investirá R$ 1 bilhão para abrir 200 mil vagas em creche. Também prometeu analisar os contratos firmados com as concessionárias para ver se há espaço para redução das tarifas de pedágio.
Alckmin respondeu às críticas de Aloizio Mercadante, candidato do PT, que classificou o seu programa eleitoral de Disneylândia na sabatina de quarta-feira. “Eu procuro fazer um programa falando do que foi feito e do futuro. Não faço bate boca”.
Alckmin veio a Franca exclusivamente para participar da sabatina do GCN. Ele estava acompanhado da filha Sofia e de assessores. A entrevista foi assistida pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e pelos deputados Gilson de Souza (DEM) e Duarte Nogueira (PSDB), além de candidatos e simpatizantes. O deputado federal Marco Aurélio Ubiali (PSB) também passou para cumprimentá-lo.
O candidato abriu sua participação destacando o fato de o Estado estar crescendo acima do PIB brasileiro desde 2004. Citou estudos indicando São Paulo como a unidade da federação em que os salários mais vão crescer nos próximos dez anos. “Franca é um grande exemplo, porque lidera a criação de empregos no Estado e é uma das principais do país em desenvolvimento e criação de postos de trabalho”.
Além de detalhar suas propostas, o candidato opinou sobre temas de relevância nacional, defendeu o projeto ficha limpa, criticou as candidaturas de humoristas e afirmou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é uma referência e responsável por ter preparado o País para o crescimento. Alckmin avaliou como possível a chegada de José Serra ao segundo turno das eleições presidenciais e encerrou a sabatina prometendo suar a camisa para fazer um governo à altura das esperanças da população de São Paulo.
20 ANOS DE PSDB
Se Geraldo Alckmin for eleito, o PSDB completará 20 anos no comando de São Paulo. Questionado a respeito dessa hegemonia, o tucano disse que ela só existe por conta do julgamento feito pelos eleitores. “Governo não se herda. Governo se conquista. A população é muito madura para saber quem deve governar. Eu confio no julgamento do eleitor. O povo não se deixa enganar”.
PESQUISAS
As últimas pesquisa de intenção de votos divulgadas mostram um crescimento da candidatura de Aloizio Mercadante (PT). Geraldo Alckmin disse estar tranquilo a este respeito. “Pesquisa é pesquisa. O que vale mesmo é a votação do dia 3 de outubro.”
CRÍTICAS
Sobre os constantes ataques feitos pelos adversários nos programas veiculados no horário eleitoral gratuito, Alckmin disse não se preocupar com as críticas. “Nossos adversários não vão falar bem do nosso governo e de nós. Mas meu pai me ensinou que, dependendo do tom das críticas e da forma como elas são feitas, elas acabam sendo maléficas para quem as faz”.
SEGURANÇA
A área de segurança pública é uma das que mais contam com propostas de Geraldo Alckmin. Na sabatina, o tucano prometeu elevar o efetivo da Polícia Militar em mais 6 mil homens, fortalecer o trabalho de investigação e o patrulhamento rural. Também disse que deve acabar com as cadeias públicas e ampliar as unidades com centros de trabalho para os presos. “Segurança é uma guerra que temos de vencer todos os dias”.
PEDÁGIOS
Na sabatina, Geraldo Alckmin disse que considera acertado o modelo de concessão onerosa adotado no Estado. Lembrou ainda que, sem este modelo, muitas duplicações e melhorias da malha viária do Estado não teriam saído do papel. Sobre os preços das tarifas, o candidato disse que vai revisar os 18 contratos vigentes no Estado e onde for possível promoverá a redução de preço. “Nós vamos estudar. Respeitarei todos os contratos e só reduzirei onde se mostrar possível.”
EDUCAÇÃO
Alckmin defendeu o atual modelo de ensino do Estado. Para ele, a progressão continuada não é o problema da educação e, sim, a falta de professores e qualificação. Ele também atribuiu as críticas do PT ao período eleitoral. “Quem criou a progressão continuada foi o PT no governo da Erundina. Das 64 cidades governadas pelo PT, 63 tem esse modelo. Para mim, essas críticas são eleitorais. Não devem ser consideradas”.
INVASÃO
O candidato tucano se disse favorável à reforma agrária, mas manteve sua posição de não admitir invasões de terra no Estado de São Paulo e repetiu sua famosa frase “Aqui, em São Paulo, invadiu vai ter que ‘desinvadir’”. Também disse não concordar com a limitação de tamanho de propriedades rurais proposta pela CNBB. “Não dá para tratar os desigual de forma igual. O Brasil tem dimensões continentais”.
DISNEYLÂNDIA
A crítica feita por Aloizio Mercadante (PT), durante a sabatina realizada na quarta-feira, em que ele afirmou que a propaganda eleitoral de Alckmin parecia a Disneylândia foi uma das poucas a merecer uma resposta do tucano. Alckmin rebateu ontem a provocação dizendo que procura fazer um programa falando do que foi feito e do futuro. “É fácil falar mal dos outros, mas a gente precisa é trabalhar. Não tem mágica: é trabalho, seriedade e avanços permanentes. É assim que a gente vai melhorar o Estado”.
ICMS
O candidato lembrou que foi um autor da redução do ICMS do setor calçadista de 18 para 12%. Sobre o pleito das indústrias de se fazer a redução gradativa para 7%, disse que preciso avaliar. “São Paulo já fez a sua parte. Não estou excluindo a possibilidade, mas a redução tem que ser avaliada com mais cautela. O que eu pretendo fazer? Criar a chamada Via Rápida para o Emprego”.
FHC
Alckmin disse que se orgulha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e justificou sua ausência na propaganda eleitoral do PSDB pelo fato de o partido não estar discutindo o passado. “Estamos discutindo o futuro. Ele deu uma contribuição extraordinária ao Brasil criando uma rede de proteção social, criando o Real, a inserção internacional e a reforma do Estado, mas agora nós temos que olhar para o futuro”.
SAÚDE
O candidato afirmou que a Saúde é um desafio no Brasil inteiro. Alckmin prometeu ajudar a regionalização da Santa Casa e discordou das afirmações do adversário Paulo Skaf, feitas na sabatina do GCN, de que o não seria falta de recursos, mas a falta de gestão eficiente. “Diferentemente do que diz o candidato, o problema é financiamento. Precisamos melhorar o que é pago pela tabela SUS”.
Bastidores da sabatina no Blog do Vaz.