08 de julho de 2026

Assessores mudam rotina de vida para poder ajudar seus candidatos


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BOA VONTADE - Arlete Lopes, assessora do Donizete da Farmácia (PMN), é voluntária e trabalha em tempo integral na campanha

Eles não aparecem, não são candidatos, mas têm papel fundamental na disputa eleitoral. Os assessores dos candidatos a deputado de Franca dedicam grande parte do seu tempo e esforço em prol da vitória dos seus assessorados. E não é só isso, a maioria trabalha sem qualquer tipo de remuneração, apenas acreditando no candidato e nos ideias defendidos por ele. Dos 13 assessores entrevistados pela reportagem do GCN Comunicação, um por candidato, oito são voluntários.


A rotina, em tempos de campanha eleitoral, é totalmente conturbada e intensa. Nove assessores revelaram não ter horário fixo ou definido, se dedicam em tempo integral. “Chego a trabalhar em quatro turnos na campanha, de manhã, à tarde, à noite e de madrugada”, afirma José Eduardo David, coordenador geral da campanha de Gilson Pelizaro (PT), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa.


Alguns assessores se desdobram e, além de trabalharem na campanha, continuam com suas atribuições normais. Quatro assessores estão nessa situação. Leandro Damy não abandonou sua função de chefe de Gabinete do deputado Gilson de Souza (DEM), mas dedica suas noites e finais de semana à campanha.
 

Boa parte dos assessores possui formação universitária, sete no total. André Soares, assessor do Crico (PV); Leandro Damy; Josías Assunção, do Capitão Lídio (PSC); Wildnei Teodoro, do Roberto Engler (PSDB); Gisela Ribeiro, de José Alexandre (PV); Jorge Martins, do Carola (PSOL); e Carlos Amorim, do Paulo Afonso (PT) são os assessores que possuem diploma universitário.
 

Também é recorrente a presença de membros do partido na campanha dos candidatos. Cinco dos 13 assessores entrevistados estão ligados à legenda. Arlete Garcia Lopes, coordenadora da campanha do Donizete da Farmácia (PMN), por exemplo, é tesoureira do partido.


Nesta reta final de campanha, a tendência é que o trabalho se intensifique e que os assessores tenham que se dedicar cada vez mais. “A campanha é como uma locomotiva que vai acelerando. O trabalho vai aumentando conforme as eleições se aproximam”, completa Carlos Amorim.