Estrangeiros no basquete, principalmente norte-americanos, são quase sempre a coqueluche de um time brasileiro. No Limeira é assim. O ala natural dos Estados Unidos, Durelle Brown, e o armador dominicano, Ronald Ramón, carregaram o piano nos últimos jogos da equipe comandada por Demétrius Ferraciú. Hoje, às 20 horas, no Póli, eles tentarão fazer o mesmo contra Franca.
A regra de que atletas importados dominam as equipes no Brasil não se aplica no time francano. O técnico Hélio Rubens Garcia tem o pivô Chas McFarland e o ala/pivô Maurice Spillers no elenco, mas quem dita as ações são mesmo os nativos, alguns até “filhos de Franca”. Márcio Dornelles, William Drudi e os francanos Helinho e Fernando Penna lideram as estatísticas de cestinha, rebote, assistência e aproveitamento em dois e três pontos do grupo.
Independente de estar em melhor ou pior momento, os atletas do Vivo/Franca na relação acima vão jogar. O pivô Chas McFarland sentiu dores no tornozelo esquerdo, recuperou-se e está confirmado. Ontem, o armador Helinho teve um incômodo na coxa esquerda, mas não será desfalque. “Está tranquilo. Tratei, fiz um teste em quadra e me senti bem”, afirmou o capitão da equipe.
O jogador alertou que o adversário tem um estilo marcante: aproveitar bem os arremessos de longa distância. Isso vai exigir marcação especial. “Eles têm um plantel numeroso como o nosso e uma forte característica de arremessar de fora. Precisamos anular isso”, disse Helinho.
Os números comprovam a tese. O norte-americano Durelle tem aproveitamento de 42,5% em cestas de três pontos. O contraponto vem do próprio armador francano, especialista em tiros de fora do garrafão. Ele é o segundo melhor arremessador de três do Paulista, com aproveitamento de 56%.
William Drudi aposta que Limeira tentará surpreender defensivamente. “A meta é fiazer com que não alcancem os 70 pontos. Eles também vão tentar fazer essa defesa”, opinou o pivô.