09 de julho de 2026

Casos de catapora crescem 75% em menos de um ano


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A filha da diarista Érica Martins, Isabele de 3 anos, está com catapora há 9 dias. A criança está se recuperando de uma infecção causada pela doença para poder voltar a creche

O número de casos de catapora cresceu 75% em Franca em menos de um ano. Até agosto passado, foram 508 notificações da doença na rede pública de Saúde contra 290 em todo o ano de 2009. Só nos dez primeiros dias deste mês, 42 crianças tiveram catapora, enquanto em todo o mês de setembro de 2009 foram 31 casos da doença. Apesar do aumento significativo, a Secretaria de Saúde não considera que a cidade esteja vivendo um surto ou uma epidemia. A doença, considerada endêmica, é comum durante todo o ano.

Para o secretário de Saúde Alexandre Ferreira, apesar do monitoramento, o número de pessoas que contraíram a doença pode ser bem maior, já que o Ministério da Saúde não considera a notificação dos casos obrigatória. “Muitos infectados não procuram o médico”. O que, segundo ele, é um problema. “Para que não haja risco na automedicação o médico deve ser consultado assim que a criança apresentar os sintomas”, disse. Deve-se deixar também a criança sem contato com outras pessoas para evitar a propagação da doença. “Qualquer contato direto entre crianças já serve para propagar a catapora. Mesmo passar a mão, comer ou dormir”, disse.

Os períodos críticos da doença são épocas de tempo seco e frio. O maior número de casos geralmente está concentrado nos meses de julho e agosto. Em 2009, entre as 25 creches da cidade, 13 tiveram crianças infectadas. Neste ano, das atuais 30 instituições, 13 já registraram a doença. A filha da diarista Érica Martins, Isabele, de 3 anos, está com catapora há 9 dias. “Ela ainda está cheia de pintinhas e casquinhas, mas agora já está secando”. A catapora de Isabele não está entre as mais comuns. “Ela não teve muita sorte porque surgiram bolhas e ela teve uma leve infecção. Segundo sua médica, foi uma reação que não é comum mas também não tem tanta gravidade”, disse. Isabele fica em uma creche na Vila São Sebastião onde duas crianças estão de licença-médica por causa da catapora. Nesta semana, de 12 creches consultadas pela reportagem do GCN Comunicação, quatro possuem crianças em licença médica. Todas elas já tiveram pelo menos duas crianças com catapora em 2010.

VACINA

A vacina é a principal forma de evitar a catapora e deve ser aplicada após a criança completar um ano. A rede pública disponibiliza a vacina apenas em caso de surto e, especificamente em creches, onde há maior contato entre as crianças. “A Secretaria não autoriza a vacinação em escolas, parques ou praças. Por ser uma doença benigna que não tem tanta implicação e com simples tratamento”, disse Alexandre. Por ano, em média, 600 crianças são vacinadas pela rede pública de saúde. Em clínicas particulares, a vacina pode ser encontrada a partir de R$ 95.