Em 1930 a Aliança Liberal reuniu Rio Grande do Sul, Minas Gerais e a Paraíba em movimento que levaria Getúlio Vargas, tendo João Pessoa como vice, à Presidência da República.
Março do mesmo ano revelou a vitória de Júlio Prestes, fato não aceito pelos membros da Aliança. Eleito, Júlio Prestes não tomou posse, precipitando-se a revolução que colocaria fim à República Velha com a deposição do Presidente Washington Luiz. Getúlio Vargas assumiu o controle do Governo Provisório em 3 de novembro de 1930.
Mais tarde, Luiz Gonzaga - Rei do Baião - fez o Brasil balançar no forró em apimentada musica composta por ele e Humberto Teixeira: ‘Paraíba, masculina/ muié macho, sim sinhô’.
O forró, em sua letra, afirma que lama virou pedra, certamente pelos rigores da seca que flagelava o nordeste. Em chiste, o forró Paraíba satiriza o comportamento da mulher paraibana, que alguns intelectuais da Paraíba contestam em defesa da feminilidade local.
Sua alegação: Gonzaga inspirou-se na masculinidade de sua gente, em sua valentia naquele momento, culminando com o assassinato de João Pessoa em 1930 na cidade do Recife.
Divagar sobre a política do passado pode avivar memória de firme objetivo ético, propósito de conquista dos ideais defendidos com honra.
Os tempos mudaram no desaparecimento da lisura dos homens. Em nossos dias, quando a picardia e verborragia falastrona de uma autoridade brasileira vem permitir, nos palanques eleitorais, o enaltecimento de uma candidatura tirada do bolso do colete, sem qualquer histórico ou qualificação, titulando-a de ‘mulher macho’, podemos concordar e questionar. Assaltar, guerrilhar, empunhar armas, sequestrar, matar, são ações criminosas, nada éticas para homens e, menos ainda para mulheres. Aprendemos em nossa cultura a ler na figura feminina, doçura, meiguice, encanto e pureza.
O que se pode estranhar em comportamentos pessoais, é repentina mudança ditada por interesses individualizados, onde entram estilistas, marqueteiros, aconselhamentos diversos a construírem imagem absolutamente diversa daquela que se carregou por toda uma vida.
Desvio de personalidade, assim se pode entender a aceitação em transformar-se para convencimento das massas mais humildes da população.
Alterações gestuais, físicas, traços fisionômicos, para impingir nas consciências alheias, o falso, a mentira, tem sido norma na campanha eleitoral do jeito PT de fazer política.
O sistema camaleônico está implantado no Brasil, lamentando-se, no entanto, o sucesso por ele alcançado junto aos incautos de boa fé, homens e mulheres brasileiras.
Por sua própria cultura, a nação é pacífica, não se revolta, passível ao ser induzida para acreditar em bandoleiros, convincentes e arrogantes. Até quando a mentira, de tanto ser repetida, parecerá verdade?
A fabricada boneca de hoje, ‘mãinha’ do Brasil, cordeira sagrada, readotará em sua dureza, o estilo antigo? O tempo mostrará a falsidade do Messias novo?
Garcia Netto
Jornalista