É assim que o ensinamento de Jesus quer nos iluminar hoje: amar e perdoar. Na verdade, viver assim não é fácil ,pois muitas mudanças precisam existir em nós.
Deus nunca fecha a porta do seu coração para seus filhos. Nós, filhos, é que nos fechamos à graça de Deus pelas escolhas que fazermos. Mas, Ele continua rico em misericórdia. As leituras que serão proclamadas hoje nas celebrações eucarísticas são as seguintes: Exodo 32; 1ª Carta a Timóteo 1 e o Evangelho de São Lucas 15.
No livro do Exodo encontramos a história dos povos do antigo Oriente: um povo agricultor e criador de gado. A religião que possuíam tinha como figura a ser cultuada, o touro.
Após terem saído do Egito de forma milagrosa, enquanto Moisés sobe a montanha para falar com Deus, é fundido em ouro um bezerro que passam a adorar.
Deus, que tudo fazia por eles, fica indignado diante desta infidelidade. Moisés pede a Deus em favor do seu povo que errou, pedindo uma chance. A oração de Moisés é de súplica, e de forma meiga, com doçura, implora a Deus a sua benevolência. Diante disso, Deus não ameaça mais o seu povo e lhe concede sua bondade.
A leitura vem nos ensinar: nós precisamos do perdão de Deus, mas não o merecemos. É graça. É por causa da bondade e do amor de Deus que somos perdoados.
Ao perdoar-nos Deus nos recria, faz um novo início conosco. A única exigência é que haja arrependimento do erro que praticamos. Também aprendemos o valor da oração constante. Pedir e não desanimar. A constância na oração significa que “confiamos” em Deus: ele é nossa segurança!
A segunda leitura nos apresenta um testemunho de Paulo sobre uma grande certeza que devemos ter: Deus não condena ninguém.
Diz ele assim: eu era um blasfemo, um perseguidor, um injuriador; não havia ninguém pior do que eu; mas o Senhor teve misericórdia de mim. A razão de tudo isso é o fundamento da nossa fé: Cristo veio a este mundo para salvar os pecadores. Deus é muito compreensivo com nossas falhas.
No evangelho deste domingo nos são propostas as chamadas “parábolas da misericórdia”. Jesus fala sobre a ovelha desgarrada. Uma ovelha se perde do rebanho, o dono a procura e ao encontrá-la se alegra, embora tenha outras noventa e nove guardadas. Ele também fala da moeda que a mulher perdeu. Ela sai à procura até encontrá-la e ao achá-la, se alegra. As duas parábolas terminam afirmando: a alegria de Deus é grande pelo pecador que se converte. Jesus não quer dizer que Deus ama mais o pecador que o justo. Ele quer deixar claro que o pecador é também amado e procurado por Deus.
Nas duas parábolas, o dono procura o que está perdido. Assim Deus vem ao nosso encontro, antes de nós nos dirigirmos a Ele. O “perdido” representa o pecador. Se a alegria humana por reencontrar um bem é tão grande, imaginemos a alegria de Deus por ter um filho seu de volta.
A terceira parábola é a muito conhecida parábola do filho pródigo que muitos gostam de chamá-la de “a parábola do Pai Misericordioso”. Esta parábola coloca em evidência o respeito de Deus pela liberdade do homem. O pai não obriga o filho a permanecer em casa e não o força a voltar: sabe esperar.
Essa parábola é uma advertência para que em nossas famílias também se respeitem as escolhas dos filhos. Os pais tem o dever e o direito de aconselhar os filhos, mas, não tem o poder de decidir por eles. Longe da casa do pai, o filho não encontra a felicidade que esperava. A busca dos prazeres acaba provocando náuseas. O filho toma consciência do erro, se arrepende, volta para o Pai e é acolhido. A atitude do pai é atitude de pai: não pergunta nada, somente abraça o filho que volta.
Esse pai que representa Deus nos ensina quais são os sentimentos do coração de Deus Pai: ele não ama só os justos e os pecadores arrependidos; ama a todos, sempre e sem condições. Deus sabe que a busca desenfreada do prazer conduz ao desespero e não à felicidade e à paz interior.
O filho mais velho que ficou ao lado do pai reclama das atitudes de acolhida dadas ao filho que errou. Muitas vezes agimos assim com quem erra. Com esse filho revoltado o Pai usou de misericórdia também...
ESTAMOS EM HALLEL
Hoje encerra-se o 23º Hallel da Diocese de Franca. Na manhã deste domingo, no Pedrocão, encontra-se o conhecido Padre Robson, de Trindade, Goiás, lá da Basílica do Divino Pai Eterno. Ele celebra Missa Solene.
ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO
A Diocese de Franca evangeliza as famílias através de uma modalidade que não é a única e que se chama “Encontro de Casais com Cristo”. Durante o final de semana reúne casais que são evangelizados a partir do evangelho, com palestras e testemunhos. A Catedral está concluindo mais um encontro neste domingo.
PENSAMENTO
“Tu és Senhor, o meu Pastor. Nada me faltará”. (Sl 22)
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br