Sem ser exatamente moderna, com suas casas em estilo vitoriano, clima acolhedor e muito verde, a cidade de São Francisco (EUA) permite férias vibrantes, típicas de um centro cosmopolita. É o que afirma a farmacêutica Priscila Naiara Oliveira Garcia, 29, que passou 30 dias de suas últimas férias, entre julho e agosto, nos Estados Unidos, circulando - além de São Francisco - por cidades como São Leandro, Oakland e Berkeley, na região conhecida como Baía de São Francisco, no Estado da Califórnia.
Em seu descanso das atividades de farmacêutica na Farmácia Municipal de Manipulação de Franca, Priscila resolveu voltar aos Estados Unidos - país onde já havia estado no ano passado, mas daquela vez na região da capital, Washington D.C. “São Francisco é bem diferente até mesmo das outras cidades próximas a ela. Nem parece Estados Unidos, são muitas árvores, muitas palmeiras. Tem muitos prédios, mas nenhum tão alto. Os bairros são diferentes entre si - cada um tem um tipo de arquitetura típica (italiana, chinesa, entre outras) - com construções bem diferentes das do Centro”.
Na viagem a Frisco (apelido de São Francisco), ela afirma ter se encantado pela diversidade cultural e por uma lista imensa de coisas e lugares. Entre os destaques, assistiu a dois shows de Adam Lambert (segundo colocado do American Idol no ano passado) no The Warfield, uma das mais conhecidas casas de shows da região. “Embora o cantor seja avesso a comparações, é comum dizerem que ele é ‘a Lady Gaga masculina’”, disse.
Outra atração que ficará em sua memória para sempre é o espetáculo Wicked, musical que conta a história das bruxas de Oz antes da chegada de Dorothy. “Foi no teatro Orpheum, um dos mais lindos que já vi. O musical trata do que aconteceu antes da própria história do Mágico de Oz”.
Mas ir a Frisco e não conhecer seu cartão postal, a ponte Golden Gate, é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor. “É um passeio obrigatório. Mas gostei mesmo da visita ao Golden Gate Park que, curiosamente, não fica tão perto da ponte. É muito grande e tem uma sucessão de jardins diferentes. No parque não se paga para entrar, mas em alguns jardins - como o japonês, cheio de bonsais -, sim. Dentro do parque tem até museus, além da Academia de Ciências da Califórnia (onde a entrada é gratuita na terceira quarta-feira de cada mês)”.
Outro passeio “obrigatório” é ir à Ilha de Alcatraz, que serviu como prisão de segurança máxima. Os ingressos são com horário marcado e precisam ser comprados com aproximadamente duas semanas de antecedência. “Uma embarcação leva os turistas para a ilha (que fica bem perto da costa) e é permitido ficar lá o tempo que quiser, voltando em qualquer horário de embarcação”.
O custo total da viagem, segundo Priscila, ficou entre R$ 9 mil e R$ 10 mil, incluindo todos os gastos essenciais - como passagem, curso de inglês, material didático, hospedagem em casa de família, alimentação e transporte - e também os supérfluos, como guloseimas e lembranças de todo tipo, já que ninguém é de ferro e, diz Priscila, os quarteirões que circundam a Union Square são um verdadeiro paraíso para consumistas de moda, abrigando lojas de grandes grifes.