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O candidato a deputado federal pelo PV, José Alexandre Ribeiro, foi sabatinado pelo GCN Comunicação ontem. Durante a entrevista de uma hora, deixou claro que suas prioridades são a defesa da agricultura orgânica e familiar e o incentivo à alimentação saudável. Sobre praticamente todos os outros temas, foi vago e repetiu reiteradas vezes as expressões “é preciso aprofundar os estudos” ou “requer uma discussão maior com a sociedade”.
José Alexandre abriu a sabatina falando do seu empenho em aproximar produtores, processadores de orgânicos e governo. Lembrou a criação de associação para defender os interesses da categoria, a regulamentação do movimento orgânico no País e a fundação da primeira feira deste tipo de alimento que acontece todos os anos em São Paulo. “Precisamos ter uma representação em nível nacional para que esse movimento continue a crescer. Eu acredito na agricultura orgânica, acredito no pequeno produtor, acredito na agricultura familiar e vejo uma saída de sustentabilidade em nível nacional”. O movimento se apóia em três pilares: saúde, inclusão social e meio ambiente.
O candidato pretende formar uma frente parlamentar em Brasília para defender as causas do movimento orgânico. Produtor, ele disse que incentivará a cafeicultura. “Nós temos que resgatar os pequenos produtores, temos que resgatar essa agricultura familiar. Nós temos que ajudar Franca neste projeto de não entregar essas terras que produzem o melhor café para a cana-de-açúcar”.
José Alexandre disse trabalhar por uma causa maior do que ele. A decisão de se candidatar foi tomada após uma viagem à Índia e incentivada pelo envolvimento com as questões de meio ambiente e agricultura orgânica. “Eu precisei, realmente, estar voltando para dentro de mim e tentar ver se existia espaço para a política. E eu percebi que, durante a minha vida, eu sempre fiz política como um servo, um trabalho interessado em algo maior. Eu não sabia que isso era política. A partir daí, eu resolvi trabalhar em prol desse algo maior que é a agricultura orgânica, a agricultura familiar”.
Dentista, ele espera obter da classe odontológica e dos produtores orgânicos os votos necessários para se eleger deputado federal. Para isto, tem usado a internet e contado com o trabalho voluntário de amigos para divulgar sua candidatura e propostas.
José Alexandre defendeu a implantação da cultura da sustentabilidade como matéria curricular nas escolas públicas. Ele avalia que a escola está alienada das questões ambientais e que a criança perdeu a motivação para aprender. “Temos que resgatar isso e mostrar como funciona a produção de uma alimento saudável. A natureza continua sendo uma grande professora”. Mesmo tendo a saúde com uma das suas bandeiras de campanha, o candidato disse não ter uma proposta para amenizar a constante falta de recursos do maior hospital público da região. “Eu gostaria de conhecer como funciona todo o sistema. Eu ainda desconheço como funciona a Santa Casa”.
José Alexandre admitiu que conhece a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional apenas “como turista”. Para ele, o fato de não ter um conjunto de valores e idéias claras sobre grandes temas de relevância nacional não o descredencia a receber o voto de confiança dos eleitores. “Eu não tenho conhecimento de tudo. Eu vou estar dentro de cada departamento aprendendo, estudando e me aprofundando para poder defender aquilo que vem de encontro à comunidade”.
Mesmo não tendo o apoio de Cristiano Rodrigues, candidato a deputado estadual pelo PV, José Alexandre disse que votará no companheiro de partido. Ele citou como suas referências na política o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Pereira Ribeiro, o ex-prefeito, Maurício Sandoval Ribeiro, seu tio, e a candidata à presidência, Marina Silva.