08 de julho de 2026

São Pedro Claver


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Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor. Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação. Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles. Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul. Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam da África. Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai. Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.
 
Oração
Do Deus que nos ensina
 
Deus, nosso Pai, instruí-nos pela vossa Palavra. Somente vós tendes o poder de operar maravilhas e reabilitar nossos corações abatidos e vacilantes. Dai-nos a graça de sermos por vós instruídos, ensinados, abençoados, defendidos e encaminhados à vossa luz. Iluminados por vossa mensagem, possamos discernir nossa missão de manter inabalável esta certeza: os homens de todas as raças e nações hão de querer bem uns aos outros, hão de ter misericórdia e compaixão, hão de ter respeito e estima pela vida. Corrigi-nos com vossa advertência, com vossas lições de amor. De nossos erros e falhas, aprendemos as lições de vida e de verdade. Nos momentos de dificuldades, encorajai-nos com promessas de libertação. Possamos hoje ouvir vossa voz que nos dá alento e nos faz adiantar no serviço da paz e da reconciliação universal: “Naquele dia, as montanhas gotejarão vinho novo, e das colinas escorrerá leite, os ribeiros de Judá conduzirão água. Da casa do Senhor sairá uma fonte e regará o vale das Acácias”.
 
Os Cinco Minutos dos Santos/J. Alves
São Paulo, Editora Ave-Maria.