O deputado federal Paulo Maluf (PP), candidato à reeleição, visitou o GCN Comunicação ontem. Mesmo com a candidatura impugnada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitora) com base no projeto ficha limpa, o experiente político, que completou 79 anos no dia 3, segue percorrendo o Estado e fazendo campanha enquanto aguarda o julgamento do recurso impetrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele disse não ter dúvidas de que será habilitado a disputar as eleições. “O Judiciário, às vezes, erra. E no meu caso, errou. Estou tranquilo, pois a Justiça vai corrigir”.
No dia 23 de agosto, por quatro votos a dois, Maluf teve a candidatura vetada pelos juízes do TRE pelo suposto envolvimento em uma compra de frangos superfaturada pela prefeitura da capital paulista à época em que era prefeito. O deputado alegou que a decisão foi equivocada. “Tanto é que houve dois votos discordantes e muito bem fundamentados. A Justiça Eleitoral só pode impugnar sua candidatura, pela lei ficha limpa, que eu votei favorável, se você tem condenação na Justiça comum e eu não tenho. Ninguém tem a ficha mais limpa do que eu, pois são 43 anos na política sem uma condenação penal”.
O candidato estava acompanhado do empresário Riad Salloum, dos vereadores Marco Garcia, Laércinho e Graciela Ambrósio, do presidente do diretório municipal do PP, João Marcos Rodrigues, de assessores e dos candidatos a deputado estadual pelo partido, Diogo Ticly e Malek. Durante café com o jornalista Corrêa Neves Júnior na Sala Horizonte, Maluf lembrou o desempenho obtido nas eleições passadas, quanto recebeu mais de 700 mil votos. “O que mais me orgulhou foi o fato de ter sido votado em todas as 77 mil urnas existentes no Estado. Onde tinha uma urna, o Maluf foi votado”.
Maluf também criticou o vazamento de dados sigilosos da Receita Federal, supostamente a mando da coordenação da campanha petista, para prejudicar José Serra (PSDB). “Houve banditismo, sim. São coisas que não podem acontecer. É preciso investigar e punir os responsáveis”. Sobre a sucessão presidencial, disse que só o surgimento de um fato relevante tira a eleição de Dilma Rousseff (PT), a quem classificou de competente e durona.