C. (*) tem 35 anos e é mãe de dois filhos. O mais velho, fruto do primeiro casamento, tem 8 anos e a caçula está com três meses. C. conheceu o trabalho do Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) num dos momentos mais traumáticos de sua vida. Ela tinha problemas com alcoolismo, havia denunciado traficantes de drogas em seu bairro e estava ameaçada de morte. Tudo aconteceu em 2008 e, diante dos problemas, o Conselho Tutelar decidiu retirar o filho do convívio com ela. C. é de Batatais, estava separada e não tem parentes em Franca. Recebeu apoio da equipe do Creas, que considera uma família. “Estava num desespero porque não aceitava ter perdido meu filho. O Creas que me ajudou a enfrentar a dor. Não fosse essa ajuda, acho que não tinha conseguido. Eu teria me suicidado por estar longe do meu filho”. C. ficou um ano separada do filho. Só o via aos fins de semana. Agora estão juntos novamente.