Há 15 anos, quando a internet começava a se espalhar pelo mundo, pensar em usar computadores conectados à rede mundial sem a ajuda de nenhum fio poderia ser apenas ilusão. Hoje, porém, é realidade. O Wi-Fi, abreviatura do termo Wireless Fidelity, é quase tão comum como os próprios computadores e andar em meio à rede invisível e sem fios é mais normal do que possa parecer. É muito provável, inclusive, que não foi apenas uma vez que você atravessou uma dessas redes e nem se deu conta.
Em Franca, por exemplo, a tecnologia está disponível tanto em lugares públicos, como o Parque “Fernando Costa”, quanto nos privados, como o Posto Galo Branco, hipermercados e Franca Shopping. Esses lugares - identificados com adesivos e placas - são chamados de HotSpot ou Wi-Fi - Zone e dão a oportunidade de usuários da internet se conectarem gratuitamente através de um computador portátil.
Mas a pergunta que não quer calar é: como essa conexão é feita? Em busca de responder essa pergunta, o Se Liga entrevistou nessa semana técnicos para explicar a questão.
Segundo o professor e consultor em Tecnologia da Informação, Hemerson da Silva Calabreze, 33, que é especialista em Sistemas de Informação, bacharelado em Ciência da Computação e licenciado em Matemática, o Wi-Fi está cada vez mais difuso na sociedade devido às facilidades que ele proporciona. “A principal é que o sistema utiliza frequências de rádio que não necessitam de licença para a instalação e operação. Qualquer um pode ter uma rede Wireless em casa ou usufruir dela em locais públicos”, contou.
O funcionamento das redes Wi-Fi se dá através de ondas de rádio, da mesma forma que telefones celulares e televisões. Um adaptador sem fio para computador transforma os dados em sinais de rádio e os emite através de uma antena. O roteador, dispositivo conectado a internet através de cabos, recebe esse sinal, decodificando-o e o enviando para a internet. O mesmo ocorre no sentido contrário, estabelecendo-se assim a comunicação entre os dispositivos sem fio.
Clique para ampliar: