Aos ouvintes da Rádio Difusora e diante de Valdes Rodrigues, Marcelo Negrão relembrou ontem a jogada que o imortalizou: o saque que efetuou contra a Holanda e encerrou a partida que deu o primeiro de um esporte coletivo ao Brasil em 1992. “Foi uma jogada mortal”, disse Valdes. Eu nem fui para o saque pensando em terminar o jogo. Eu queria realizar meu trabalho. Eu era treinado para jogar a bola para cima e ‘enfiar a mão nela’. Naquele dia, tive sorte e o saque saiu muito forte. Quando vi, acabou o jogo. Éramos campeões olímpicos”.
Negrão, integrante da seleção desde a adolescência, ainda jogou durante anos. Uma grave contusão no joelho - igual a de Ronaldo Fenômeno - o tirou da seleção e o manteve em tratamento por 18 meses. Ele retornou, atuou como profissional por mais alguns anos e então passou para o vôlei de praia. “Fiz parte da consolidação do vôlei do País”.