08 de julho de 2026

Xilogravura


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Xilogravura de J. Borges

Nos textos anteriores, em algum momento apareceu a palavra xilogravura. Pode ser que você não tenha compreendido o sentido. Pode ser que nunca tenha ouvido falar nela. Vamos então explicar o que é xilogravura.


É uma técnica que lembra  o uso de um carimbo. Uma prancha de madeira é entalhada com o motivo que se quiser; ser humano, animais, flores, coisas, o que a imaginação do artista determinar. Depois, usa-se um rolo de borracha embebida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. Aí então imprime-se esta parte que foi molhada pela tinta em tecido ou em papel. A imagem entalhada é transposta para a superfície escolhida. Esta fica impregnada de tinta, revelando a figura. É uma forma fácil de ilustrar um texto. Os cordelistas mostravam seus poemas aos artistas da xilogravura e eles liam para se inspirar. Depois, pegavam a prancha de madeira e trabalhavam, no sentido de obter uma imagem que ilustrasse o cordel. Uma das imagens muito repetidas é a do pavão misterioso, uma ave que aparece com frequência nestes poemas populares. O artista que se especializa em xilogravura chama-se xilógrafo. A xilogravura nasceu no oriente e foi levada à Europa pelos comerciantes que vendiam gravuras japonesas.


A xilogravura popular que vemos ilustrando os poemas de cordel são herança dos portugueses. Quase todos os xilógrafos brasileiros, principalmente no nordeste, provêm do cordel. Entre os mais importantes estão Abrãao Batista, José Costa Leite, J. Borges, Amaro Francisco, José Lourenço e Gilvan Samico.Veja abaixo exemplo de xilogravura que ilustra o cordel.