08 de julho de 2026

“Calado mesmo”


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É com tristeza que assistimos boas e saudáveis coisas serem tiradas de nosso convívio. Aos poucos, vamos perdendo nossa inocência interiorana. Hoje já não se pode mais fazer serenatas, dormir com janelas abertas ao luar, caminhar tranquilo à noite, namorar na pracinha olhando as estrelas. Li, há algum tempo neste grande informativo que também já não se pode alardear em alto e bom som, nas feiras livres, os melhores produtos, cumprindo a tradição milenar de vendedores e mascates animando e movimentando mercados. O citado cidadão feirante é dos simpáticos vendedores que anunciava com alegria seus produtos. Calou-se, viu-se mutilado em sua manifestação mais original e pura. (Deixei passar o tempo, para ver se voltaria a fazer. Não fez. Calaram-no mesmo). Para onde caminhamos? O mundo será melhor assim?