O rapaz acusado de ter matado o servente de pedreiro Bruno Delfino de Assis, 21, se entregou ontem à polícia. A vítima foi baleada com dez tiros no último dia 13 julho, quando estava conversando com um amigo, que foi atingido por um tiro, na Rua General Osório, no Bairro da Estação. Assis chegou a ser socorrido e morreu uma semana depois de internado na Santa Casa.
O acusado é o eletricista KSS, 21, morador na Vila Aparecida. Ele estava foragido desde a semana do crime. O rapaz não agiu sozinho. Segundo a polícia, ele convidou um adolescente de 16 anos para juntos atirarem em Bruno. O menor também esteve na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), onde prestou depoimento.
KSS já havia sido identificado e estava com mandado de prisão temporária decretado. “Nós passamos a diligenciar com objetivo de encontrar o suspeito. Os advogados dele tentaram uma revogação da prisão, mas a Justiça negou. Então, eles resolveram apresentar os acusados aqui na delegacia. A prisão temporária do maior foi cumprida e agora pediremos sua prisão preventiva, para que fique preso até a conclusão do inquérito. O adolescente, será pedido sua custódia”, disse o delegado Márcio Murari.
Segundo a polícia, o eletricista confessou ter participado do crime, mas não revelou se teria sido ele o autor dos disparos. Disse que só falaria em juízo.
A motivação do assassinato seria passional, segundo o acusado. KSS tem um relacionamento com a ex-namorada de Bruno que, por ciúmes, estaria o ameaçando. “Ele dizia que na hora que me visse, iria me matar mesmo. Naquele dia (noite dos tiros), ele passou na porta de casa e falou que iria me matar. Eu não estava nem conseguindo seguir minha vida. Eu fiquei com medo das ameaças dele, daí me defendi”, disse o eletricista.