09 de julho de 2026

Radar “dedo-duro” flagra 14 carros no Centro de Franca


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Em um teste com o radar apelidado de “dedo-duro”, a Polícia Militar e a Divisão de Trânsito da Prefeitura flagraram 14 veículos circulando com algum tipo de irregularidade pelas ruas de Franca. A operação durou apenas duas horas e aconteceu na região central da cidade. A maior parte dos carros interceptados pela polícia, com a ajuda do novo equipamento, estava com licenciamento vencido. Um veículo flagrado pelo radar estava com pedido de busca e apreensão. Todos os carros foram apreendidos.

O teste faz parte de uma fase de ajustes até que o equipamento entre efetivamente em operação no trânsito francano. São dois radares adquiridos no ano passado pela Prefeitura de Franca, através da Divisão de Trânsito, que têm como função identificar veículos com licenciamento vencido, queixa de furto ou roubo e mandado de busca. Ontem, um dos aparelhos foi colocado em funcionamento na Rua Monsenhor Rosa, no Centro, e flagrou 14 veículos irregulares.

Apesar das apreensões durante a blitz na região central, o secretário de Segurança e Cidadania do município, Sérgio Buranelli, afirma não ainda ter uma data definitiva para colocar os radares em pleno funcionamento nas ruas de Franca. “Estamos dependendo do técnico da empresa da qual compramos os equipamentos e do pessoal da informática da prefeitura. Eles dando sinal verde, eu acredito que logo (os radares) estarão em operação”, disse Buranelli.
Os dois radares, comprados pela Prefeitura da empresa Lasertech, custaram juntos R$ 80 mil. O funcionamento é interligado com a Polícia Militar, que acessa o banco de dados da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Pelo sistema, em menos de meio segundo, os policiais que estão na fiscalização do trânsito conseguem detectar se o carro monitorado está com alguma irregularidade. “O sistema funciona acoplado no radar, que faz a fiscalização de velocidade. Quando o radar tira uma foto, o equipamento verifica a placa, faz sua leitura e busca as informações desse veículo no banco de dados da polícia. Ele checa todas essas informações em menos de meio segundo”, disse Dênis Alberto Silvério, engenheiro de desenvolvimento da Lasertech. 

A operação do radar inteligente (ou “dedo-duro”) vai ficar a cargo do policiamento de trânsito da PM, sob o comando do capitão Wellington Alexandre, que pontuou resultados positivos já no primeiro dia de uso. “Os primeiros testes efetuados foram positivos. Nós conseguimos identificar veículos com irregularidades, inclusive um deles com problema numa placa e que foi identificado como sendo produto de roubo. Na realidade, nós fizemos um teste, mas uma vez que comprovamos as irregularidades, nós somos policiais e temos o dever legal de agir nessa situação. Esses veículos foram autuados e recolhidos”, disse Wellington.